Alphabet dispara em receita publicitária com aumento do uso de IA

Renê Fraga
3 min de leitura

A Alphabet, empresa controladora do Google, está comemorando um trimestre positivo! A receita geral da empresa disparou 15% no primeiro trimestre de 2024, alcançando a incrível marca de US$ 80 bilhões.

Esse resultado é ainda mais impressionante se comparado ao tímido crescimento de 3% observado no mesmo período do ano passado.

O grande impulsionador desse salto meteórico foi a publicidade do Google, que apresentou um desempenho excepcional.

A receita do Google Search, por exemplo, cresceu 14% ano a ano, chegando a US$ 46 bilhões no primeiro trimestre de 2024, contra US$ 40 bilhões no mesmo período de 2023.

No total, a receita publicitária do Google aumentou 13% na comparação ano a ano, alcançando US$ 61 bilhões contra US$ 54,5 bilhões.

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O destaque vai para o YouTube, que apresentou um aumento de 20% em sua receita publicitária, atingindo US$ 8 bilhões. Esse resultado pode ser parcialmente creditado aos esforços do Google no combate a bloqueadores de anúncios implementados no ano passado.

É importante ressaltar que a receita da Rede de Display do Google apresentou uma ligeira queda de 1%, ficando em US$ 7,4 bilhões, o que acabou por limitar um crescimento ainda maior no setor de publicidade.

Além da publicidade tradicional, a adoção das soluções de Inteligência Artificial do Google vem crescendo de forma consistente, impulsionando ainda mais os resultados da empresa.

Philipp Schindler, vice-presidente sênior e diretor de negócios da Alphabet, reforçou esse cenário durante a conferência de resultados do primeiro trimestre de 2024, destacando algumas inovações de IA, como o Performance Max e a criação automática de ativos.

  • “Em fevereiro, colocamos o Gemini no PMax. Ele está ajudando a selecionar e gerar recursos de texto e imagem para que as empresas possam atender aos requisitos de ativos PMax instantaneamente.”
  • “Isso está disponível para todos os anunciantes dos EUA e está começando a ser implementado internacionalmente em inglês, e os primeiros resultados são encorajadores. Os anunciantes que usam a geração de ativos PMax têm 63% mais probabilidade de publicar uma campanha com qualidade de anúncio boa ou excelente. E aqueles que melhoraram a força do anúncio PMax para excelente obtiveram, em média, 6% mais conversões.”
  • “Também estamos gerando melhores resultados para empresas que optam por ativos criados automaticamente, que são sobrecarregados com IA de geração. Aqueles que adotam a ACA obtêm, em média, 5% mais conversões a um custo por conversão semelhante em campanhas de pesquisa e Performance Max.”

Tudo isso indica uma adoção cada vez maior das ferramentas de automação do Google por parte dos anunciantes, que estão aprendendo a explorá-las.

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Renê Fraga é fundador do Google Discovery (GD) e editor-chefe do Eurisko. Profissional de marketing digital, com pós-graduação pela ESPM, acompanha o Google desde os anos 2000 e escreve há mais de duas décadas sobre tecnologia, produtos digitais e o ecossistema da empresa. Criador do Google Discovery em 2006, tornou-se referência na cobertura do Google no Brasil e foi colunista do TechTudo (Globo.com), compartilhando análises e conhecimento com um grande público.
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