Google nega acesso indevido do Gemini aos documentos do Drive

Renê Fraga
2 min de leitura

Parece que o Gemini, a ferramenta de inteligência artificial do Google, pode estar acessando documentos do Drive sem a permissão explícita dos usuários.

Kevin Bankston, um ativista da privacidade e atual Diretor de Política de Privacidade do Facebook, trouxe à tona essa questão em uma publicação no X.com.

Segundo o Kevin, isso aconteceu com PDFs na conta dele. Ele acredita que seja um erro, mas se for verdade, é preocupante. Afinal, ninguém quer que informações particulares sejam acessadas sem seu consentimento.

O Google nega tudo e diz que o Gemini só funciona quando o usuário permite. Eles afirmam que os dados ficam protegidos e não são usados para treinar a IA. Explicaram também que o resumo de um documento aberto pode ser feito, mas o conteúdo não é armazenado.

“Nossos recursos de IA generativa são projetados para dar aos usuários escolha e mantê-los no controle de seus dados. Usar o Gemini no Google Workspace exige que o usuário o habilite proativamente, e quando o faz, seu conteúdo é usado de forma a preservar a privacidade para gerar respostas úteis aos seus prompts, mas não é armazenado de outra forma sem permissão”, escreveu um porta-voz do Google.

Há duas versões da história. O Kevin diz que desabilitou o Gemini nas configurações, mas o Google diz que ele pode ter usado por engano.

De qualquer forma, se este assunto é um problema para você, cheque as configurações do Drive com atenção e desative os recursos que você não tem interesse.

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Renê Fraga é fundador do Google Discovery (GD) e editor-chefe do Eurisko. Profissional de marketing digital, com pós-graduação pela ESPM, acompanha o Google desde os anos 2000 e escreve há mais de duas décadas sobre tecnologia, produtos digitais e o ecossistema da empresa. Criador do Google Discovery em 2006, tornou-se referência na cobertura do Google no Brasil e foi colunista do TechTudo (Globo.com), compartilhando análises e conhecimento com um grande público.
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