Bluesky: o novo Orkut dos brasileiros?

Renê Fraga
3 min de leitura

Após o impacto cultural e a popularidade avassaladora do Orkut no Brasil, que o transformaram em um verdadeiro fenômeno nacional, agora é a vez do Bluesky conquistar o coração dos brasileiros.

O Bluesky, que recentemente ultrapassou a marca de 10 milhões de usuários e implementou o suporte a vídeos, viu sua base de usuários crescer exponencialmente após o bloqueio do X (antigo Twitter) no Brasil.

A decisão de Elon Musk de encerrar as operações do X no país e desobedecer às ordens judiciais do STF gerou uma onda de migração em massa para outras redes sociais.

Esse movimento teve um efeito imediato e poderoso, com muitos brasileiros migrando para o Bluesky em busca de uma nova plataforma que atenda às suas necessidades de interação social e compartilhamento de conteúdo.

Assim como o Orkut, que conquistou o Brasil e estabeleceu uma comunidade digital vibrante e engajada, o Bluesky agora se vê com uma base de usuários brasileira maior do que qualquer outra nacionalidade.

Esse fenômeno não apenas destaca o entusiasmo dos brasileiros por novas plataformas, mas também reflete a busca contínua por novos espaços para expressão e conexão online.

É importante notar que o contexto tecnológico e social mudou significativamente desde o auge do Orkut. O Bluesky, por exemplo, é uma rede social descentralizada, o que significa que não há uma única empresa controlando a plataforma.

Esse gráfico vai desanimar quem acha que o Threads está indo bem. Apesar do app da Meta ter muitas instalações, o que importa é a retenção, e nisso o Bluesky não só está mandando melhor, como também já tem mais uso que o X antes do bloqueio.

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— Renê Fraga (@renefraga.bsky.social) Sep 19, 2024 at 0:01

Esse modelo oferece maior transparência e flexibilidade, o que pode ser um atrativo adicional para os usuários que buscam uma alternativa às plataformas tradicionais dominadas por grandes corporações.

A chegada em massa dos brasileiros ao Bluesky pode ter um impacto significativo no desenvolvimento da plataforma. A pressão para lançar novos recursos, como um “Trending Topics” adaptado às necessidades locais, já é visível.

Além disso, a comunidade brasileira é conhecida por seu alto engajamento e criatividade, exigindo atualizações e funcionalidades frequentes para manter o frescor na experiência.

Se o Bluesky conseguirá manter esse entusiasmo e garantir uma presença duradoura entre os brasileiros, só o tempo dirá.

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Renê Fraga é fundador do Google Discovery (GD) e editor-chefe do Eurisko. Profissional de marketing digital, com pós-graduação pela ESPM, acompanha o Google desde os anos 2000 e escreve há mais de duas décadas sobre tecnologia, produtos digitais e o ecossistema da empresa. Criador do Google Discovery em 2006, tornou-se referência na cobertura do Google no Brasil e foi colunista do TechTudo (Globo.com), compartilhando análises e conhecimento com um grande público.
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