Meta não esclarece se fotos dos óculos inteligentes Ray-Ban são usadas para treinar IA

Renê Fraga
2 min de leitura

A Meta tem se recusado a esclarecer se as imagens capturadas pelos óculos inteligentes Ray-Ban, equipados com inteligência artificial, estão sendo usadas para treinar seus modelos de IA.

Os óculos, que possuem uma câmera discreta, podem tirar fotos de maneira intencional ou passiva, acionados por comandos de voz ou palavras como “olhe”.

Mesmo com o grande volume de imagens coletadas por esses dispositivos, a Meta não se comprometeu a manter essas fotos privadas.

Questionada pelo site TechCrunch sobre a possibilidade de usar essas imagens para treinar seus modelos de IA, como já faz com fotos públicas do Instagram e Facebook, a empresa evitou dar uma resposta direta.

Anuj Kumar, diretor sênior da Meta, afirmou que a empresa “não está discutindo isso publicamente”, enquanto a porta-voz Mimi Huggins reforçou que não há informações disponíveis sobre o tema.

A falta de transparência preocupa, especialmente com a futura atualização dos óculos, que incluirá uma funcionalidade de vídeo em tempo real, permitindo à IA fornecer respostas sobre o ambiente ao redor do usuário.

Enquanto outras empresas como Anthropic e OpenAI afirmam não usar dados dos usuários para treinar IA, a Meta ainda não esclareceu se seguirá o mesmo caminho com as imagens capturadas pelos óculos inteligentes.

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Renê Fraga é fundador do Google Discovery (GD) e editor-chefe do Eurisko. Profissional de marketing digital, com pós-graduação pela ESPM, acompanha o Google desde os anos 2000 e escreve há mais de duas décadas sobre tecnologia, produtos digitais e o ecossistema da empresa. Criador do Google Discovery em 2006, tornou-se referência na cobertura do Google no Brasil e foi colunista do TechTudo (Globo.com), compartilhando análises e conhecimento com um grande público.
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