A Meta está envolvida em uma batalha judicial com a Comissão Federal de Comércio dos Estados Unidos (FTC), que pode resultar na obrigatoriedade de vender o Instagram e o WhatsApp.
O processo, iniciado em 2020, acusa a empresa de ter adquirido essas redes sociais para reduzir a concorrência no mercado de mídias sociais. Embora o caso original tenha sido arquivado em 2021, a FTC revisou a denúncia e obteve permissão para reabrir a ação.
Na última quarta-feira, o juiz James Boasberg, de Washington, decidiu que o caso pode continuar. A Meta tentou novamente arquivar o processo em abril de 2024, mas o juiz decidiu que a maioria das acusações seguiria em frente.
No entanto, a alegação de que a Meta teria agido de forma anticompetitiva ao restringir o acesso dos desenvolvedores às suas APIs foi descartada, por falta de provas concretas de intenção anticompetitiva.
Em resposta à decisão, a Meta se mostrou confiante de que o tribunal reconhecerá os benefícios das aquisições do Instagram e WhatsApp para os consumidores.
Em um comunicado, o porta-voz da empresa, Christopher Sgro, afirmou que espera que o tribunal reforce os efeitos positivos dessas aquisições no mercado.
A Meta também argumentou que suas plataformas enfrentam uma forte concorrência de gigantes como YouTube, TikTok, X (anteriormente Twitter) e iMessage, sugerindo que o ambiente de mídias sociais continua altamente competitivo, sem evidências de práticas anticompetitivas.
Departamento de Justiça dos EUA considera forçar o Google a vender Chrome e Android
O Google pode enfrentar uma situação semelhante à que a Meta está lidando, com a possibilidade de ser forçado a vender partes significativas de seus negócios, como o Chrome, Android e outros produtos.
O Departamento de Justiça dos Estados Unidos está considerando solicitar ao tribunal que ordene a venda de unidades do Google para enfraquecer o monopólio da empresa no mercado de buscas online.
A preocupação é que o Google tem controlado canais de distribuição essenciais, como o Chrome e o Android, o que limita a concorrência e inibe a inovação no setor.
Além disso, os procuradores estão avaliando mudanças estruturais que impediriam o Google de usar esses produtos, incluindo o sistema Android e o navegador Chrome, para impulsionar ainda mais seu negócio de busca.
O governo também está focado nas acordos de busca padrão feitos pelo Google, e uma das propostas seria limitar ou até proibir esses contratos, que favorecem a empresa em detrimento dos concorrentes.
✨ Curtiu este conteúdo?
O GDiscovery está aqui todos os dias trazendo informações confiáveis e independentes sobre o universo Google - e isso só é possível com o apoio de pessoas como você. 🙌
Com apenas R$ 5 por mês, você ajuda a manter este trabalho no ar e leva informação de qualidade para ainda mais gente!