Meta enfrenta ação legal que pode forçar venda do Instagram e WhatsApp

Renê Fraga
3 min de leitura

A Meta está envolvida em uma batalha judicial com a Comissão Federal de Comércio dos Estados Unidos (FTC), que pode resultar na obrigatoriedade de vender o Instagram e o WhatsApp.

O processo, iniciado em 2020, acusa a empresa de ter adquirido essas redes sociais para reduzir a concorrência no mercado de mídias sociais. Embora o caso original tenha sido arquivado em 2021, a FTC revisou a denúncia e obteve permissão para reabrir a ação.

Na última quarta-feira, o juiz James Boasberg, de Washington, decidiu que o caso pode continuar. A Meta tentou novamente arquivar o processo em abril de 2024, mas o juiz decidiu que a maioria das acusações seguiria em frente.

No entanto, a alegação de que a Meta teria agido de forma anticompetitiva ao restringir o acesso dos desenvolvedores às suas APIs foi descartada, por falta de provas concretas de intenção anticompetitiva.

Em resposta à decisão, a Meta se mostrou confiante de que o tribunal reconhecerá os benefícios das aquisições do Instagram e WhatsApp para os consumidores.

Em um comunicado, o porta-voz da empresa, Christopher Sgro, afirmou que espera que o tribunal reforce os efeitos positivos dessas aquisições no mercado.

A Meta também argumentou que suas plataformas enfrentam uma forte concorrência de gigantes como YouTube, TikTok, X (anteriormente Twitter) e iMessage, sugerindo que o ambiente de mídias sociais continua altamente competitivo, sem evidências de práticas anticompetitivas.

Departamento de Justiça dos EUA considera forçar o Google a vender Chrome e Android

O Google pode enfrentar uma situação semelhante à que a Meta está lidando, com a possibilidade de ser forçado a vender partes significativas de seus negócios, como o Chrome, Android e outros produtos.

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos está considerando solicitar ao tribunal que ordene a venda de unidades do Google para enfraquecer o monopólio da empresa no mercado de buscas online.

A preocupação é que o Google tem controlado canais de distribuição essenciais, como o Chrome e o Android, o que limita a concorrência e inibe a inovação no setor.

Além disso, os procuradores estão avaliando mudanças estruturais que impediriam o Google de usar esses produtos, incluindo o sistema Android e o navegador Chrome, para impulsionar ainda mais seu negócio de busca.

O governo também está focado nas acordos de busca padrão feitos pelo Google, e uma das propostas seria limitar ou até proibir esses contratos, que favorecem a empresa em detrimento dos concorrentes.

✨ Curtiu este conteúdo?

O GDiscovery está aqui todos os dias trazendo informações confiáveis e independentes sobre o universo Google - e isso só é possível com o apoio de pessoas como você. 🙌

Com apenas R$ 5 por mês, você ajuda a manter este trabalho no ar e leva informação de qualidade para ainda mais gente!

Clique aqui e faça parte da nossa rede de apoiadores.

Seguir:
Renê Fraga é fundador do Google Discovery (GD) e editor-chefe do Eurisko. Profissional de marketing digital, com pós-graduação pela ESPM, acompanha o Google desde os anos 2000 e escreve há mais de duas décadas sobre tecnologia, produtos digitais e o ecossistema da empresa. Criador do Google Discovery em 2006, tornou-se referência na cobertura do Google no Brasil e foi colunista do TechTudo (Globo.com), compartilhando análises e conhecimento com um grande público.
Nenhum comentário