Google pode ser forçado a vender o Chrome

Renê Fraga
2 min de leitura

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos pretende pedir que o Google, através de sua controladora Alphabet, venda o navegador Chrome como parte de uma ação antitruste inédita, de acordo com informações divulgadas pela Bloomberg.

Essa medida, que pode ser apresentada ao tribunal na próxima quarta-feira, representa uma escalada significativa na pressão regulatória sobre o gigante da tecnologia.

No mês passado, autoridades americanas já haviam sugerido a possibilidade de mudanças estruturais no modelo de negócios do Google, após a empresa ser declarada monopolista pelo juiz Amit Mehta.

Entre as opções estudadas pelo governo estão o desmembramento do Android, sistema operacional usado em milhões de smartphones, ou a separação do Chrome, navegador amplamente utilizado no mundo.

Caso a venda do Chrome seja exigida, será a maior tentativa de divisão de uma empresa de tecnologia desde o emblemático caso contra a Microsoft nos anos 2000.

No entanto, representantes do setor, como Adam Kovacevich, do grupo Câmara de Progresso, criticaram a ideia como “radical” e sugeriram alternativas mais específicas para lidar com as acusações de monopólio.

O caso contra o Google inclui questionamentos sobre seus acordos com fabricantes como a Apple, que garantiram ao Google o status de ferramenta padrão em dispositivos populares, consolidando seu domínio no mercado de buscas — que chegou a 90% em 2020, segundo o julgamento.

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Renê Fraga é fundador do Google Discovery (GD) e editor-chefe do Eurisko. Profissional de marketing digital, com pós-graduação pela ESPM, acompanha o Google desde os anos 2000 e escreve há mais de duas décadas sobre tecnologia, produtos digitais e o ecossistema da empresa. Criador do Google Discovery em 2006, tornou-se referência na cobertura do Google no Brasil e foi colunista do TechTudo (Globo.com), compartilhando análises e conhecimento com um grande público.
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