O Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DOJ) está propondo medidas drásticas contra o Google, incluindo a possibilidade de forçar a venda de sua operação com o navegador Chrome.
A intenção é nivelar o campo competitivo no setor de navegadores e buscas. No entanto, a Mozilla, criadora do Firefox, aponta que a proposta pode causar mais prejuízos do que benefícios para navegadores menores e independentes.
Em declaração à PCMag, um porta-voz da Mozilla destacou a importância de preservar a competição sem comprometer empresas menores.
“É fundamental que o tribunal considere soluções que promovam a concorrência no mercado de buscas sem prejudicar navegadores independentes e seus mecanismos”, afirmou.
A Mozilla ressalta que cerca de 86% de sua receita em 2022 veio de acordos de royalties com o Google, que torna sua busca padrão no Firefox.
Entre as propostas, o DOJ sugere proibir o Google de oferecer vantagens financeiras a terceiros para manter sua busca como padrão em navegadores ou dispositivos.
A Mozilla alertou que tal medida, se aprovada, pode comprometer seriamente a viabilidade de navegadores independentes e afetar negativamente uma internet aberta e acessível.
“Como está, a proposta causará danos aos navegadores independentes sem trazer benefícios significativos à competição no mercado de buscas”, afirmou a empresa.
O Google também se manifestou, chamando as recomendações do DOJ de “extremas” e prejudiciais para parceiros como a Mozilla.
Além disso, a proposta impacta diretamente os pagamentos bilionários que o Google faz a empresas como a Apple para tornar o Google Search padrão no Safari.
Só em 2021, o Google desembolsou US$ 26,1 bilhões em acordos com terceiros, sendo cerca de US$ 18 bilhões destinados à Apple.
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