Digitar “www” ainda é necessário para entrar em sites?

Renê Fraga
2 min de leitura

Você ainda digita “www” antes dos endereços de sites? Para muitos, essa prática se tornou automática, mas será que ainda faz sentido em um mundo digital tão avançado?

Spoiler: não faz.

Ao digitar um endereço no navegador, a conexão com um servidor DNS (Sistema de Nomes de Domínio) acontece para traduzir o domínio em um número IP, direcionando ao servidor onde o site está hospedado.

Esse processo funciona da mesma maneira com ou sem o “www”. Hoje, muitos servidores tratam as duas opções como equivalentes, dependendo de sua configuração, tornando o uso do “www” irrelevante para a navegação ou segurança.

Originalmente, o “www” era usado para identificar servidores web em um ecossistema de serviços distintos na internet.

Com o tempo, a web se tornou o uso principal da rede, e os domínios passaram a funcionar sem a necessidade do prefixo. Navegar ficou mais simples, mas o hábito do “www” permaneceu para muitos.

O que realmente importa na segurança online é o protocolo HTTPS, que garante conexões criptografadas e protege seus dados contra ataques.

Ainda assim, HTTPS não é à prova de falhas: configurações comprometidas de DNS ou servidores podem expor usuários a riscos.

Por isso, é fundamental estar atento a detalhes como URLs suspeitas ou comportamentos inesperados, como pop-ups solicitando downloads.

No final das contas, o “www” é mais uma relíquia da internet antiga do que uma necessidade.

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Renê Fraga é fundador do Google Discovery (GD) e editor-chefe do Eurisko. Profissional de marketing digital, com pós-graduação pela ESPM, acompanha o Google desde os anos 2000 e escreve há mais de duas décadas sobre tecnologia, produtos digitais e o ecossistema da empresa. Criador do Google Discovery em 2006, tornou-se referência na cobertura do Google no Brasil e foi colunista do TechTudo (Globo.com), compartilhando análises e conhecimento com um grande público.
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