Estudo aponta falhas do ChatGPT Search na citação de fontes de notícias

Renê Fraga
2 min de leitura

Uma recente pesquisa conduzida pelo Tow Center for Digital Journalism, da Universidade de Columbia, revelou falhas significativas no ChatGPT Search, ferramenta de busca da OpenAI.

O estudo aponta que o sistema enfrenta dificuldades para citar corretamente fontes de notícias, levantando preocupações sobre a visibilidade e o controle de conteúdo por parte dos publishers.

As descobertas também desafiam as declarações da OpenAI sobre sua colaboração com a indústria jornalística.

Lançado no mês passado, o ChatGPT Search prometia integrar feedbacks de publishers e permitir que controlassem a presença de seus conteúdos por meio do arquivo robots.txt.

No entanto, o relatório sugere que, mesmo com essas medidas, o sistema frequentemente atribui citações a versões não autorizadas ou sindicadas, ignorando as fontes originais.

Casos como o do The New York Times, que bloqueia o acesso do chatbot, e até mesmo da MIT Technology Review, que o permite, destacam que a má atribuição ocorre independentemente das preferências dos publishers.

Entre as 200 consultas analisadas, 153 retornaram informações incorretas, segundo o estudo. O ChatGPT Search mostrou inconsistência ao responder a perguntas idênticas e raramente reconheceu seus erros.

Essa abordagem, que prioriza respostas agradáveis aos usuários em detrimento da precisão, pode não apenas confundir leitores, mas também prejudicar a credibilidade de veículos renomados.

Em resposta, a OpenAI afirmou que busca aprimorar a precisão das citações e respeitar a autonomia dos publishers.

A empresa destacou o uso de ferramentas como o OAI-SearchBot para permitir que publishers gerenciem como seus conteúdos aparecem na busca.

Apesar disso, reconheceu os desafios para resolver questões específicas de atribuição.

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Renê Fraga é fundador do Google Discovery (GD) e editor-chefe do Eurisko. Profissional de marketing digital, com pós-graduação pela ESPM, acompanha o Google desde os anos 2000 e escreve há mais de duas décadas sobre tecnologia, produtos digitais e o ecossistema da empresa. Criador do Google Discovery em 2006, tornou-se referência na cobertura do Google no Brasil e foi colunista do TechTudo (Globo.com), compartilhando análises e conhecimento com um grande público.
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