Por que o Google pode sair ainda mais forte com o caso antitruste

Renê Fraga
3 min de leitura

Em meio ao maior processo antitruste em décadas, o Google, braço mais emblemático da Alphabet, enfrenta uma pressão sem precedentes de reguladores e concorrentes.

Acusações de práticas monopolísticas no mercado de buscas e a crescente concorrência de tecnologias disruptivas, como inteligência artificial generativa, colocaram a gigante sob os holofotes.

No entanto, uma análise da Barron’s (via Brazil Journal) aponta que a Alphabet tem tudo para superar esses desafios e sair ainda mais fortalecida.

O Departamento de Justiça dos EUA propõe medidas drásticas contra o Google, incluindo a possível venda do navegador Chrome e restrições a acordos estratégicos com fabricantes de dispositivos, como Apple e Samsung.

Apesar do potencial impacto, analistas acreditam que os riscos regulatórios já estão precificados no valor das ações, que atualmente negociam a múltiplos mais baixos que seus pares, como Meta e Microsoft.

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Além disso, a Alphabet possui uma base sólida de negócios. Suas frentes como Google Cloud, YouTube e até iniciativas de longo prazo, como a Waymo, são vistas como fontes de crescimento futuro.

Projeções sugerem que, mesmo com adversidades, o conglomerado pode ampliar significativamente seu valor de mercado, com o YouTube e o Google Cloud tendo espaço para crescer como negócios independentes.

O histórico de inovação da empresa também joga a seu favor. Desde seu domínio em buscas até avanços em inteligência artificial, o Google construiu uma reputação baseada em excelência técnica e adaptação às mudanças do mercado.

Para investidores como a Goldman Sachs, a Alphabet está bem posicionada para lucrar com as transformações no setor, especialmente com a integração da IA em seus serviços de anúncios e consumo de mídia.

Embora o veredito final do caso antitruste só seja esperado para 2025, especialistas apontam que a Alphabet tem ferramentas para enfrentar os desafios e, possivelmente, redefinir o mercado mais uma vez.

Como lembrou o juiz Amit Mehta em sua avaliação, o Google não alcançou sua posição de liderança por acaso, mas através de inovação consistente e a confiança de milhões de usuários.

Assim como a Microsoft sobreviveu a um processo antitruste semelhante nos anos 2000 e continuou como uma das líderes do setor, o Google pode transformar a adversidade em uma oportunidade de reforçar sua posição no mercado.

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Renê Fraga é fundador do Google Discovery (GD) e editor-chefe do Eurisko. Profissional de marketing digital, com pós-graduação pela ESPM, acompanha o Google desde os anos 2000 e escreve há mais de duas décadas sobre tecnologia, produtos digitais e o ecossistema da empresa. Criador do Google Discovery em 2006, tornou-se referência na cobertura do Google no Brasil e foi colunista do TechTudo (Globo.com), compartilhando análises e conhecimento com um grande público.
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