A DeepMind, divisão de inteligência artificial do Google, anunciou o Genie 2, um modelo é capaz de gerar mundos 3D interativos com base em simples descrições textuais ou imagens.
Imagine digitar algo como “um robô humanoide em uma floresta” e, em segundos, explorar um ambiente jogável criado a partir dessa ideia.
O Genie 2 é uma evolução do modelo lançado no início deste ano e pode criar cenários com um nível impressionante de detalhes.
Esses mundos não são apenas visualmente ricos, mas permitem ações como saltar, nadar e interagir com objetos, usando o teclado ou o mouse.
Tudo isso é possível graças a um treinamento em vídeos, que deu ao modelo a capacidade de simular física, iluminação, reflexos e até mesmo personagens com comportamentos próprios.
Apesar de sua semelhança com jogos de alta qualidade (os chamados jogos AAA), o objetivo do Genie 2 não é competir diretamente com eles.
Como os mundos gerados são temporários, com duração de apenas 10 a 20 segundos na maioria dos casos, o modelo é mais indicado para pesquisa e prototipagem criativa.
Designers podem usá-lo para transformar artes conceituais em ambientes interativos, enquanto pesquisadores exploram novas formas de testar agentes de inteligência artificial.
Entretanto, o avanço traz consigo questionamentos éticos. Há indícios de que o treinamento do Genie 2 incluiu vídeos de jogos populares, levantando dúvidas sobre direitos autorais e uso de dados sem autorização.
DeepMind evita comentar detalhes sobre a origem de seus dados, mas a discussão sobre a legalidade dessas práticas promete ganhar espaço à medida que a tecnologia avança.
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