OpenAI anuncia nova IA para criação de células-tronco

Renê Fraga
2 min de leitura

A OpenAI anunciou o desenvolvimento de um modelo de IA projetado para criar proteínas que transformam células comuns em células-tronco.

Essa tecnologia, segundo a OpenAI, supera significativamente as capacidades humanas nesse processo e representa um marco em seu esforço para explorar o potencial da IA na descoberta científica.

O projeto começou há cerca de um ano, em parceria com a Retro Biosciences, uma empresa dedicada à pesquisa sobre longevidade.

A Retro tem como objetivo aumentar em 10 anos a expectativa de vida saudável dos humanos, utilizando proteínas conhecidas como fatores de Yamanaka para “rejuvenescer” células humanas.

Apesar do potencial, o processo tradicional de reprogramação celular é lento e ineficiente, com menos de 1% das células completando a transformação.

Foi aí que o novo modelo da OpenAI, chamado GPT-4b micro, entrou em cena, oferecendo redesigns de proteínas que prometem melhorar a eficiência em mais de 50 vezes.

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Essa colaboração reflete a visão ousada do CEO da OpenAI, Sam Altman, que já declarou acreditar que ferramentas de IA superinteligentes poderiam revolucionar a ciência.

Curiosamente, Altman também é o principal investidor da Retro, tendo injetado US$ 180 milhões na empresa em 2023. Esse vínculo levanta questões sobre possíveis conflitos de interesse, mas a OpenAI garante que o trabalho foi conduzido de forma independente.

Mesmo assim, a associação com Altman e a OpenAI coloca a Retro em destaque no cenário científico e pode atrair ainda mais talentos e recursos para suas pesquisas.

Embora os resultados iniciais sejam promissores, ainda há um longo caminho pela frente. O modelo, que se diferencia de iniciativas como o AlphaFold do Google DeepMind, foi projetado para lidar com proteínas mais “desorganizadas”, como os fatores de Yamanaka.

O impacto completo desse avanço só será conhecido com o tempo, mas já é evidente que a combinação entre IA e biologia pode abrir novas possibilidades para a ciência.

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Renê Fraga é fundador do Google Discovery (GD) e editor-chefe do Eurisko. Profissional de marketing digital, com pós-graduação pela ESPM, acompanha o Google desde os anos 2000 e escreve há mais de duas décadas sobre tecnologia, produtos digitais e o ecossistema da empresa. Criador do Google Discovery em 2006, tornou-se referência na cobertura do Google no Brasil e foi colunista do TechTudo (Globo.com), compartilhando análises e conhecimento com um grande público.
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