Google ajudou Israel com inteligência artificial durante o conflito em Gaza

Renê Fraga
2 min de leitura

Desde o início do conflito entre Israel e Gaza em 2023, o Google tem sido mencionado em documentos que revelam sua colaboração com o exército israelense por meio de tecnologias de inteligência artificial.

Apesar de sua postura pública cuidadosa em relação ao uso de suas ferramentas em cenários militares, informações obtidas pelo The Washington Post apontam que a empresa atendeu a solicitações do Ministério da Defesa de Israel para expandir o acesso a soluções de IA.

O centro da polêmica está no contrato Nimbus, firmado em 2021, que envolve Google e Amazon no fornecimento de serviços de nuvem para o governo israelense.

Esse contrato foi alvo de protestos internos por parte dos funcionários do Google, preocupados com o possível uso da tecnologia em operações militares que poderiam afetar a população palestina.

Em resposta, a empresa afirmou que o contrato não era destinado a aplicações sensíveis, como armamentos ou inteligência militar direta.

No entanto, os documentos obtidos revelam um cenário diferente. Após os ataques do Hamas em outubro de 2023, o Ministério da Defesa de Israel aumentou seus pedidos para acessar ferramentas como o Vertex, uma plataforma que aplica algoritmos de IA a dados personalizados.

Em novembro daquele ano, registros mostram que Israel continuava buscando as tecnologias mais avançadas do Google, incluindo a IA generativa Gemini, que seria usada para criar assistentes capazes de processar documentos e áudio.

Embora o buscador mantenha políticas que proíbem o uso de suas tecnologias para fins prejudiciais, esse caso levanta discussões sobre a responsabilidade das empresas de tecnologia em conflitos armados.

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Renê Fraga é fundador do Google Discovery (GD) e editor-chefe do Eurisko. Profissional de marketing digital, com pós-graduação pela ESPM, acompanha o Google desde os anos 2000 e escreve há mais de duas décadas sobre tecnologia, produtos digitais e o ecossistema da empresa. Criador do Google Discovery em 2006, tornou-se referência na cobertura do Google no Brasil e foi colunista do TechTudo (Globo.com), compartilhando análises e conhecimento com um grande público.
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