Remédios criados por IA: DeepMind quer colocá-los em testes clínicos até o fim de 2025

Renê Fraga
3 min de leitura

A Isomorphic Labs, subsidiária da Alphabet especializada em descobertas científicas com inteligência artificial, anunciou um marco importante para a medicina: medicamentos projetados por IA podem entrar em testes clínicos ainda este ano.

A revelação foi feita por Demis Hassabis, CEO da Isomorphic Labs e da DeepMind, durante um painel no Fórum Econômico Mundial em Davos.

“Esperamos ter alguns medicamentos projetados por IA em testes clínicos até o final do ano”, disse Demis Hassabis, que lidera as duas subsidiárias da Alphabet Inc., em um painel no Fórum Econômico Mundial em Davos. “Esse é o plano.”

O objetivo da empresa é acelerar o processo de descoberta de medicamentos, reduzindo o tempo de desenvolvimento de décadas para apenas semanas ou meses.

Esse avanço está sendo possibilitado pela tecnologia AlphaFold, criada pela DeepMind, que desde 2018 tem se mostrado uma ferramenta essencial para prever estruturas proteicas.

Agora, em sua terceira versão, o AlphaFold é capaz de modelar interações complexas entre moléculas, como DNA e RNA, um passo crucial para criar novos tratamentos.

Embora promissora, a aplicação da IA na área farmacêutica ainda enfrenta desafios. Relatórios indicam que os resultados iniciais com medicamentos desenvolvidos por inteligência artificial são mistos, mas o potencial para melhorar a precisão e a velocidade do desenvolvimento é imenso.

Empresas como Eli Lilly e Novartis já firmaram parcerias com a Isomorphic Labs, refletindo o interesse crescente da indústria em explorar essa tecnologia.

Apesar dos avanços, Hassabis alerta que ainda estamos longe da chamada “inteligência geral artificial”, capaz de superar os humanos na maioria das tarefas. Ele acredita que mais alguns anos e descobertas são necessários para alcançar esse nível de sofisticação.

“Um pequeno punhado de provavelmente grandes avanços são necessários”, ele disse. “Pode ser nenhum, pode ser apenas uma escala a partir daqui. Mas suspeito que pode haver uma ou duas coisas que estão faltando, o que levará mais de um prazo de cinco anos.”

Enquanto isso, os esforços para integrar IA na medicina seguem como uma promessa de transformar vidas, oferecendo novos tratamentos de forma mais rápida e acessível.

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Renê Fraga é fundador do Google Discovery (GD) e editor-chefe do Eurisko. Profissional de marketing digital, com pós-graduação pela ESPM, acompanha o Google desde os anos 2000 e escreve há mais de duas décadas sobre tecnologia, produtos digitais e o ecossistema da empresa. Criador do Google Discovery em 2006, tornou-se referência na cobertura do Google no Brasil e foi colunista do TechTudo (Globo.com), compartilhando análises e conhecimento com um grande público.
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