Google e Apple ignoraram a ordem de Trump para renomear o Golfo do México?

Renê Fraga
2 min de leitura

Na última segunda-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou uma ordem executiva que renomeou oficialmente o Golfo do México como “Golfo da América” e o Monte Denali como “Monte McKinley”.

A decisão gerou debates e curiosidade, mas, até o momento, os principais serviços de mapas, como Google Maps e Apple Maps, ainda não adotaram as novas nomenclaturas.

A ordem de Trump exige que todas as referências federais, incluindo mapas governamentais, contratos e documentos, passem a usar os novos nomes.

No entanto, empresas privadas como Google e Apple não são obrigadas a seguir essa diretriz. O que significa que, embora o governo americano possa adotar as mudanças, os aplicativos de mapas que milhões de pessoas usam diariamente podem continuar usando os nomes tradicionais.

Ao pesquisar no Google Maps e no Apple Maps, é possível ver que, por enquanto, nada mudou. O Monte Denali continua sendo chamado assim, e o Golfo do México também mantém seu nome original.

Curiosamente, ao buscar por “Monte McKinley” no Google Maps, o sistema automaticamente corrige para “Denali”. Já no Apple Maps, aparece um pop-up com o nome “Monte McKinley”, mas o mapa em si ainda exibe “Denali”.

Quanto ao “Golfo da América”, a busca no Apple Maps leva ao Golfo do Alasca, enquanto no Google Maps os resultados variam entre empresas com nomes semelhantes e até sugestões como o Golfo da Califórnia.

Apesar da ordem presidencial, especialistas apontam que mudanças desse tipo podem levar tempo — ou até mesmo nunca acontecer. Trump estabeleceu um prazo de 30 dias para as atualizações, mas até o sistema de nomes geográficos do governo federal ainda não reflete as alterações.

Enquanto isso, usuários do Google Maps já começaram a questionar nos fóruns por que o Golfo do México não foi renomeado.

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Renê Fraga é fundador do Google Discovery (GD) e editor-chefe do Eurisko. Profissional de marketing digital, com pós-graduação pela ESPM, acompanha o Google desde os anos 2000 e escreve há mais de duas décadas sobre tecnologia, produtos digitais e o ecossistema da empresa. Criador do Google Discovery em 2006, tornou-se referência na cobertura do Google no Brasil e foi colunista do TechTudo (Globo.com), compartilhando análises e conhecimento com um grande público.
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