Google promete aplicações práticas de computação quântica em até 5 anos

Renê Fraga
2 min de leitura

A computação quântica, um tema que parece saído de filmes de ficção científica, está prestes a se tornar realidade no nosso dia a dia.

Pelo menos é o que afirma o Google. Em um anúncio recente, a empresa revelou que espera lançar aplicações comerciais dessa tecnologia revolucionária em até cinco anos.

Hartmut Neven, líder do Google Quantum AI, explicou que estão otimistas em relação ao prazo e acreditam que veremos aplicações reais que só serão possíveis com computadores quânticos.

Imagine baterias superpotentes para carros elétricos, medicamentos mais eficazes e até novas fontes de energia. Parece promissor, não é mesmo?

Mas, calma, nem todo mundo concorda com essa previsão. Enquanto o Google fala em cinco anos, Jensen Huang, da Nvidia, acredita que a computação quântica só se tornará prática daqui a duas décadas.

Essa divergência de opiniões mostra como é difícil prever o ritmo das inovações tecnológicas. Afinal, a computação quântica é algo extremamente complexo.

Diferente dos computadores tradicionais, que processam informações de forma linear (um número de cada vez), os quânticos usam “qubits”, que podem representar vários números simultaneamente e uma capacidade de processamento milhares de vezes superior.

Por que tanta expectativa em torno dessa tecnologia?

Bem, governos e empresas estão de olho nela porque ela tem o potencial de revolucionar áreas como cibersegurança, finanças e saúde. Imagine, por exemplo, a capacidade de quebrar códigos de segurança ultracomplexos ou simular reações químicas para criar novos materiais.

O Google já deu passos importantes nessa direção. Desde 2012, a empresa trabalha no desenvolvimento de chips quânticos e, em dezembro, anunciou a superação de um desafio crucial na área.

Além disso, um novo estudo publicado na revista Nature revelou uma descoberta importante na simulação quântica, reforçando a aposta do Google de que a computação quântica comercial está mais perto do que nunca.

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Renê Fraga é fundador do Google Discovery (GD) e editor-chefe do Eurisko. Profissional de marketing digital, com pós-graduação pela ESPM, acompanha o Google desde os anos 2000 e escreve há mais de duas décadas sobre tecnologia, produtos digitais e o ecossistema da empresa. Criador do Google Discovery em 2006, tornou-se referência na cobertura do Google no Brasil e foi colunista do TechTudo (Globo.com), compartilhando análises e conhecimento com um grande público.
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