Busca com IA cresce, mas Google ainda é preferência da maioria

Renê Fraga
3 min de leitura

A inteligência artificial (IA) está transformando a maneira como buscamos informações, mas, ao contrário do que muitos imaginam, ela ainda não substituiu os tradicionais motores de busca, como o Google.

É o que revela uma pesquisa recente realizada pela agência de marketing digital Higher Visibility. Segundo o estudo, 71,5% das pessoas já utilizaram ferramentas de IA para buscas, com 14% fazendo isso diariamente.

No entanto, a grande maioria (79,8%) ainda prefere plataformas clássicas, como Google e Bing, para pesquisas gerais. Apenas 20,2% mudaram sua plataforma de busca principal no último ano, indicando que a IA está sendo usada mais como um complemento do que como uma substituição total.

A adoção da IA varia entre as gerações:

Os mais jovens, da Geração Z (18-26 anos), são os mais abertos às novidades: 82% já experimentaram ferramentas de busca com IA e preferem redes sociais como Instagram e TikTok para descobrir produtos.

Já os Millennials (27-42 anos) equilibram bem as buscas tradicionais e as ferramentas de IA, especialmente para questões profissionais e educacionais.

Na Geração X (43-58 anos), 65% usam IA ocasionalmente, mas a preferência por motores de busca tradicionais ainda é forte.

Entre os Baby Boomers (59-76 anos), apenas 45% já utilizaram ferramentas de IA, e eles são os mais fiéis às buscas clássicas.

Esses dados mostram que, embora a IA esteja se popularizando, sua adoção ainda é gradual e depende do perfil de cada usuário.

Diferentes plataformas para diferentes tipos de pesquisa

Quando o assunto é o tipo de busca, cada plataforma tem seu lugar. Para informações gerais, os motores de busca tradicionais continuam dominando.

Já nas compras online, o comportamento é mais diversificado: as pessoas começam pesquisando produtos no Google ou Bing, mas, na hora de buscar diretamente por um item, plataformas como Amazon, Walmart e Target são as favoritas.

Para comparações e recomendações, ferramentas de IA como ChatGPT, Claude e Gemini estão ganhando espaço, enquanto redes sociais como TikTok, Instagram e Pinterest são ideais para descobertas de produtos.

Em buscas locais, o Google Maps e os Business Profiles ainda são os mais usados, mas redes como Facebook e Instagram são populares para restaurantes e entretenimento, e sites de avaliação como Yelp e TripAdvisor dominam quando se trata de serviços.

A pesquisa ouviu 1.500 americanos entre 18 e 76 anos em janeiro.

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Renê Fraga é fundador do Google Discovery (GD) e editor-chefe do Eurisko. Profissional de marketing digital, com pós-graduação pela ESPM, acompanha o Google desde os anos 2000 e escreve há mais de duas décadas sobre tecnologia, produtos digitais e o ecossistema da empresa. Criador do Google Discovery em 2006, tornou-se referência na cobertura do Google no Brasil e foi colunista do TechTudo (Globo.com), compartilhando análises e conhecimento com um grande público.
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