O Google anunciou mudanças significativas em suas políticas de diversidade, equidade e inclusão (DEI), abandonando metas específicas para ampliar a representatividade em suas contratações.
A decisão vem em um momento em que grandes empresas de tecnologia estão reavaliando suas estratégias diante de pressões políticas e regulatórias.
Com isso, a empresa deixará de estabelecer objetivos explícitos para recrutamento de grupos historicamente sub-representados, embora ainda mantenha algumas iniciativas internas voltadas para a inclusão.
Em um comunicado interno, Fiona Cicconi, chefe de Recursos Humanos do Google, explicou que, desde 2020, a empresa buscava diversificar seu quadro de funcionários, ampliando operações para além da Califórnia e Nova York.
No entanto, a partir de agora, a empresa passará a focar em uma abordagem mais ampla, sem estabelecer metas concretas para diversidade.
Apesar dessa mudança, os Grupos de Recursos para Funcionários (ERG) continuarão operando, mas o Google está reformulando sua comunicação sobre o tema.
Essa nova postura já pode ser percebida na página de “Pertencimento” do Google, que anteriormente destacava esforços direcionados para inclusão de pessoas com deficiência, igualdade de gênero, comunidade LGBTQ+, equidade racial e inclusão de veteranos.
Agora, o conteúdo foi substituído por mensagens mais genéricas sobre representar melhor os usuários da empresa e criar um ambiente onde todos possam prosperar.
Além disso, Melonie Parker, anteriormente identificada como Diretora de Diversidade, teve seu título alterado para Vice-Presidente de Operações de Pessoas, e seus pronomes foram removidos da página oficial.
A decisão acontece no contexto das recentes medidas do presidente Donald Trump, que eliminou programas federais de diversidade por meio de uma ordem executiva.
Embora o Google não seja obrigado a seguir essa determinação, a empresa pode estar ajustando sua estratégia para evitar conflitos e manter contratos governamentais.
A Alphabet, controladora do Google, também removeu referências à diversidade em seu relatório anual para a Comissão de Valores Mobiliários dos EUA (SEC), indicando um alinhamento com essa nova abordagem mais discreta sobre o tema.
Outras gigantes do setor, como Meta e Amazon, também estão revisando suas políticas de diversidade em resposta ao atual cenário político e econômico.
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