Pesquisadores usam Gemini para criar IA avançada por menos de 50 dólares

Renê Fraga
2 min de leitura

Um grupo de pesquisadores das universidades de Stanford e Washington conseguiu um feito impressionante: desenvolveram um modelo de inteligência artificial especializado em raciocínio avançado, gastando menos de 50 dólares em créditos de computação na nuvem.

O modelo, chamado s1, demonstrou desempenho comparável a tecnologias de ponta como o o1, da OpenAI, e o R1, da DeepSeek, ambos considerados referências no setor.

O diferencial do s1 está na forma como foi treinado. Em vez de partir do zero, os pesquisadores utilizaram um modelo pronto e aplicaram uma técnica chamada distilação.

Esse processo permite que uma IA aprenda com as respostas de outra, absorvendo sua capacidade de raciocínio. No caso do s1, a fonte foi o modelo experimental Gemini 2.0 Flash Thinking, do Google, que pode ser acessado gratuitamente, embora com algumas restrições.

Essa abordagem levanta um debate importante sobre o futuro da IA. Se uma equipe com poucos recursos pode recriar tecnologias milionárias de forma acessível, isso pode acelerar o desenvolvimento da inteligência artificial ou, por outro lado, gerar preocupações sobre o controle e a exclusividade desses modelos.

Empresas como a OpenAI já demonstraram insatisfação com a distilação de seus modelos, enquanto o Google possui regras que proíbem o uso de suas IAs para criar concorrentes diretos.

Apesar das controvérsias, o s1 já está disponível no GitHub, junto com o código e os dados usados no treinamento. O modelo foi treinado em menos de 30 minutos, utilizando 16 GPUs Nvidia H100, um custo que hoje pode ser acessível até para pesquisadores independentes.

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Renê Fraga é fundador do Google Discovery (GD) e editor-chefe do Eurisko. Profissional de marketing digital, com pós-graduação pela ESPM, acompanha o Google desde os anos 2000 e escreve há mais de duas décadas sobre tecnologia, produtos digitais e o ecossistema da empresa. Criador do Google Discovery em 2006, tornou-se referência na cobertura do Google no Brasil e foi colunista do TechTudo (Globo.com), compartilhando análises e conhecimento com um grande público.
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