DeepSeek limita acesso à sua IA e suspende descontos

Renê Fraga
3 min de leitura

A startup chinesa DeepSeek, que vem chamando atenção no mundo da tecnologia com seu modelo de inteligência artificial R1, anunciou recentemente que está limitando o acesso à sua API.

O motivo? A demanda cresceu tanto que os servidores da empresa estão tendo dificuldades para lidar com o volume de solicitações.

Em um comunicado no site oficial, a empresa explicou que está pausando temporariamente a recarga de créditos na API para evitar sobrecargas e garantir que o sistema continue funcionando sem interrupções.

A boa notícia é que os créditos já adquiridos pelos usuários continuam válidos e podem ser usados normalmente.

Além disso, a DeepSeek informou que vai suspender os descontos que vinha oferecendo até então. A empresa, que se destacou por cobrar preços bem abaixo da concorrência, afirmou que a medida entra em vigor a partir de 8 de fevereiro.

Desde o final de janeiro, seus serviços estão operando em capacidade máxima, impulsionados pelo sucesso de seu assistente de IA, que a empresa considera um concorrente direto do ChatGPT, da OpenAI.

Um dos pontos que mais chamam a atenção é que a DeepSeek desenvolveu seu modelo com um investimento muito menor do que os concorrentes ocidentais, o que pode ter contribuído para sua rápida ascensão.

No entanto, esse sucesso também trouxe polêmicas. Nos Estados Unidos, autoridades começaram a investigar se a startup violou regras de controle de exportação.

A suspeita é que a empresa tenha adquirido chips de alta performance da Nvidia, fabricados nos EUA, por meio de intermediários em Cingapura, contornando a proibição de venda desses componentes para a China.

Esses chips são essenciais para o desenvolvimento de tecnologias avançadas de IA, e a investigação pode trazer novos desafios para a startup.

Para quem acompanha o mundo da inteligência artificial, a história da DeepSeek é um exemplo fascinante de como a inovação pode surgir em meio a desafios técnicos, econômicos e até políticos.

A empresa, que conquistou o mercado com preços baixos e um modelo eficiente, agora precisa lidar com a alta demanda e as pressões internacionais.

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Renê Fraga é fundador do Google Discovery (GD) e editor-chefe do Eurisko. Profissional de marketing digital, com pós-graduação pela ESPM, acompanha o Google desde os anos 2000 e escreve há mais de duas décadas sobre tecnologia, produtos digitais e o ecossistema da empresa. Criador do Google Discovery em 2006, tornou-se referência na cobertura do Google no Brasil e foi colunista do TechTudo (Globo.com), compartilhando análises e conhecimento com um grande público.
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