Google muda as regras: o rastreamento de rankings está com os dias contados?

Renê Fraga
2 min de leitura

A partir de janeiro de 2025, o Google passou a exigir que os resultados de busca sejam renderizados com JavaScript, uma tecnologia que permite a exibição de conteúdo dinâmico nas páginas.

Essa decisão impactou diretamente as ferramentas que rastreiam posições de palavras-chave, já que muitas delas dependem de técnicas de scraping (coleta automática de dados) para funcionar.

O resultado? Custos mais altos, dados menos precisos e uma grande dúvida: o rastreamento de rankings ainda faz sentido?

Mas por que o Google fez isso? A empresa alega que a mudança visa combater bots, reduzir spam e aumentar a segurança.

No entanto, há quem veja benefícios indiretos para o próprio Google, como a garantia de que anúncios e funcionalidades impulsionadas por Inteligência Artificial (IA), como os AI Overviews, sejam mais difíceis de contornar.

Com a exigência de JavaScript, ferramentas de SEO agora precisam lidar com a complexidade de diferenciar resultados orgânicos de respostas geradas por IA, o que torna o processo mais caro e trabalhoso.

Apesar dos desafios, especialistas afirmam que o rastreamento de rankings não está completamente morto. Ele ainda pode ser útil para monitorar concorrentes, identificar tendências e medir progressos.

No entanto, é preciso reconhecer que o SEO já vai muito além da simples busca por posições de palavras-chave. Métricas como tráfego orgânico, taxas de conversão e engajamento estão ganhando cada vez mais importância.

Além disso, ferramentas como o Google Search Console e o Google Analytics oferecem insights valiosos sem depender de técnicas de scraping.

Para quem trabalha com SEO, a mensagem é clara: é hora de se adaptar. Em vez de focar apenas em rankings, profissionais e empresas devem diversificar suas métricas, explorando indicadores mais amplos e alinhados com os objetivos de negócio.

A mudança do Google pode ser vista como uma oportunidade para repensar estratégias e adotar métodos mais modernos e eficientes.

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Renê Fraga é fundador do Google Discovery (GD) e editor-chefe do Eurisko. Profissional de marketing digital, com pós-graduação pela ESPM, acompanha o Google desde os anos 2000 e escreve há mais de duas décadas sobre tecnologia, produtos digitais e o ecossistema da empresa. Criador do Google Discovery em 2006, tornou-se referência na cobertura do Google no Brasil e foi colunista do TechTudo (Globo.com), compartilhando análises e conhecimento com um grande público.
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