OpenAI investiga vazamento de 20 milhões de contas na dark web

Renê Fraga
3 min de leitura

A OpenAI, empresa responsável pelo famoso ChatGPT, está no centro de uma investigação após um hacker alegar ter roubado dados de login de 20 milhões de contas de usuários.

Segundo a denúncia, essas informações estariam à venda em um fórum da dark web, com o invasor descrevendo o material como uma “mina de ouro” de e-mails e senhas.

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Apesar da gravidade da acusação, especialistas em segurança duvidam da veracidade do caso, e a OpenAI afirma que não há evidências de que seus sistemas tenham sido invadidos.

Esse não seria o primeiro incidente de segurança envolvendo a OpenAI. Em 2024, um hacker acessou o sistema interno de mensagens da empresa, o Slack, e roubou detalhes sobre o design de suas tecnologias de inteligência artificial.

Já em 2023, um bug simples permitiu que invasores obtivessem dados privados de clientes pagantes.

Esses episódios levantam preocupações sobre a proteção das informações dos usuários, especialmente porque milhões de pessoas ao redor do mundo dependem de ferramentas como o ChatGPT para trabalho, estudos e criação de conteúdo.

No entanto, há motivos para desconfiar da alegação atual. Um repórter do Daily Dot analisou os dados de amostra divulgados pelo hacker e encontrou e-mails inválidos, o que sugere que o suposto vazamento pode não ser legítimo. Além disso, o post original no fórum foi deletado, aumentando ainda mais as dúvidas.

A OpenAI, por sua vez, reforçou que está investigando o caso com seriedade, mas até o momento não encontrou indícios de que seus sistemas tenham sido comprometidos.

Enquanto a investigação segue, é importante que os usuários tomem medidas para proteger suas contas. A primeira recomendação é ativar a autenticação de dois fatores (2FA), que dificulta o acesso de hackers mesmo que eles tenham o login e a senha.

Outra dica é ficar atento a possíveis tentativas de phishing: a OpenAI nunca pede informações pessoais diretamente, então desconfie de mensagens suspeitas.

Para quem assina os serviços da empresa, uma boa prática é usar um cartão virtual para pagamentos, o que facilita a identificação de fraudes.

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Renê Fraga é fundador do Google Discovery (GD) e editor-chefe do Eurisko. Profissional de marketing digital, com pós-graduação pela ESPM, acompanha o Google desde os anos 2000 e escreve há mais de duas décadas sobre tecnologia, produtos digitais e o ecossistema da empresa. Criador do Google Discovery em 2006, tornou-se referência na cobertura do Google no Brasil e foi colunista do TechTudo (Globo.com), compartilhando análises e conhecimento com um grande público.
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