CEO do Google DeepMind analisa DeepSeek: ‘Impressionante, mas não revolucionário’

Renê Fraga
2 min de leitura

Nas últimas semanas, o modelo de inteligência artificial (IA) da DeepSeek, uma empresa chinesa, tem sido um dos assuntos mais comentados no setor de tecnologia.

Demis Hassabis, CEO da Google DeepMind, elogiou o trabalho da DeepSeek, chamando-o de “provavelmente o melhor já visto na China”. No entanto, ele também fez uma ressalva importante: apesar do entusiasmo em torno do modelo, ele não representa um avanço científico revolucionário.

O que chamou a atenção de muitos foi a afirmação da DeepSeek de que seu modelo foi treinado com um custo muito menor do que o de grandes empresas de IA, como o própria Google, e utilizando chips da Nvidia menos avançados.

Essa declaração gerou um impacto significativo nos mercados globais, levando até a uma onda de vendas de ações e levantando dúvidas sobre se as gigantes da tecnologia estão gastando demais em infraestrutura de IA.

Hassabis reconheceu que o trabalho da DeepSeek é impressionante e demonstra uma engenharia de alta qualidade, mas destacou que, do ponto de vista tecnológico, não há nada realmente novo.

Ele até comparou o modelo da DeepSeek com os Gemini 2.0 Flash, lançados recentemente pelo Google, afirmando que estes são mais eficientes.

Além disso, o CEO da DeepMind aproveitou para falar sobre um tema que tem gerado muita discussão no mundo da IA: a Inteligência Geral Artificial (AGI).

A AGI é um conceito que se refere a sistemas de IA capazes de realizar qualquer tarefa intelectual que um ser humano pode fazer. Hassabis acredita que estamos no caminho para alcançar esse marco e estima que isso possa acontecer em cerca de cinco anos.

Ele enfatizou, porém, que a sociedade precisa se preparar para os impactos dessa tecnologia, garantindo que seus benefícios sejam compartilhados por todos e que os riscos sejam devidamente controlados.

Apesar do otimismo, muitos especialistas têm alertado para os perigos associados à AGI. Um dos maiores temores é que os humanos percam o controle sobre sistemas tão avançados.

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Renê Fraga é fundador do Google Discovery (GD) e editor-chefe do Eurisko. Profissional de marketing digital, com pós-graduação pela ESPM, acompanha o Google desde os anos 2000 e escreve há mais de duas décadas sobre tecnologia, produtos digitais e o ecossistema da empresa. Criador do Google Discovery em 2006, tornou-se referência na cobertura do Google no Brasil e foi colunista do TechTudo (Globo.com), compartilhando análises e conhecimento com um grande público.
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