Meta testa IA que converte pensamentos em texto

Renê Fraga
2 min de leitura

Em 2017, Mark Zuckerberg revelou ao mundo a ambição de criar um sistema capaz de permitir que as pessoas digitassem apenas com o pensamento.

Agora, a Meta deu um passo significativo nessa direção, desenvolvendo uma inteligência artificial que pode identificar quais teclas um usuário está pressionando apenas ao analisar sua atividade cerebral.

No entanto, essa tecnologia, que se baseia em um enorme scanner magnético, ainda está longe de chegar ao consumidor final.

O projeto foi detalhado em dois estudos publicados pela própria Meta, onde pesquisadores explicam como o sistema consegue interpretar sinais cerebrais captados externamente, sem necessidade de implantes.

Para isso, a empresa utilizou um scanner de magnetoencefalografia, que detecta os sinais magnéticos gerados pela atividade dos neurônios. Essas informações foram então processadas por redes neurais profundas para prever quais teclas estavam sendo pressionadas.

Os testes foram conduzidos com 35 voluntários no Basque Center on Cognition, Brain, and Language, na Espanha. Cada participante passou cerca de 20 horas digitando frases enquanto suas atividades cerebrais eram registradas.

Com esse treinamento, o modelo da Meta, chamado Brain2Qwerty, conseguiu alcançar uma precisão de até 80% na identificação das letras digitadas.

Apesar desse avanço impressionante, a tecnologia ainda possui limitações significativas, como a necessidade de um ambiente controlado e a perda do sinal quando o usuário se movimenta.

Embora não tenha planos de transformar essa tecnologia em um produto comercial, a Meta acredita que o estudo da atividade cerebral pode trazer avanços fundamentais para a inteligência artificial.

Segundo Jean-Rémi King, líder do time de pesquisa Brain & AI da Meta, entender os princípios da inteligência humana pode ajudar a construir sistemas de IA mais avançados.

Por enquanto, a digitação por pensamento ainda é uma visão futurista, mas esse avanço mostra que estamos mais próximos de tornar essa ideia uma realidade.

✨ Curtiu este conteúdo?

O GDiscovery está aqui todos os dias trazendo informações confiáveis e independentes sobre o universo Google - e isso só é possível com o apoio de pessoas como você. 🙌

Com apenas R$ 5 por mês, você ajuda a manter este trabalho no ar e leva informação de qualidade para ainda mais gente!

Clique aqui e faça parte da nossa rede de apoiadores.

Seguir:
Renê Fraga é fundador do Google Discovery (GD) e editor-chefe do Eurisko. Profissional de marketing digital, com pós-graduação pela ESPM, acompanha o Google desde os anos 2000 e escreve há mais de duas décadas sobre tecnologia, produtos digitais e o ecossistema da empresa. Criador do Google Discovery em 2006, tornou-se referência na cobertura do Google no Brasil e foi colunista do TechTudo (Globo.com), compartilhando análises e conhecimento com um grande público.
Nenhum comentário