Google e outras bigtechs podem ser taxadas pelo Brasil em resposta a tarifas de Trump

Renê Fraga
2 min de leitura

O governo brasileiro está considerando taxar plataformas digitais norte-americanas, como o Google, em resposta a possíveis tarifas impostas pelo presidente dos EUA, Donald Trump, sobre o aço e o alumínio exportados pelo Brasil.

A medida, conhecida como “digital tax”, já está em estudo há meses e pode ser acelerada caso Trump oficialize o aumento das tarifas, que afetariam diretamente o Brasil, segundo maior exportador de aço para os EUA.

A proposta de taxar empresas de tecnologia, como Google, Amazon, Facebook, Instagram e Spotify, surge como uma alternativa estratégica para o Brasil.

Diferente de outras medidas, a “digital tax” não impactaria setores industriais brasileiros nem aumentaria os custos de insumos importados, o que poderia pressionar os preços internos e a inflação.

Além disso, a taxação já vem sendo discutida globalmente, com países como o Canadá implementando alíquotas de 3% sobre receitas geradas por serviços digitais.

Para o governo brasileiro, a medida seria uma resposta proporcional e eficaz, já que essas plataformas operam no país sem pagar impostos sobre serviços prestados a usuários locais.

A taxação também teria apoio de setores da indústria e do varejo, que veem a medida como uma forma de equilibrar a balança comercial sem prejudicar a economia interna.

Enquanto aguarda a decisão de Trump, o Brasil mantém uma postura cautelosa, evitando uma guerra comercial aberta com os EUA.

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Renê Fraga é fundador do Google Discovery (GD) e editor-chefe do Eurisko. Profissional de marketing digital, com pós-graduação pela ESPM, acompanha o Google desde os anos 2000 e escreve há mais de duas décadas sobre tecnologia, produtos digitais e o ecossistema da empresa. Criador do Google Discovery em 2006, tornou-se referência na cobertura do Google no Brasil e foi colunista do TechTudo (Globo.com), compartilhando análises e conhecimento com um grande público.
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