YouTube agora é mais assistido na TV do que no celular

Renê Fraga
3 min de leitura

Em uma revelação que pode mudar a forma como enxergamos o consumo de vídeos online, o CEO do YouTube, Neal Mohan, anunciou que as TVs ultrapassaram os dispositivos móveis como o principal meio de assistir ao YouTube nos Estados Unidos.

A informação foi compartilhada em sua carta anual, publicada nesta terça-feira (11 de fevereiro de 2025), e reforça uma tendência que vem ganhando força nos últimos anos: o YouTube não é mais só um app de celular, mas sim a “nova televisão”.

Mas calma, isso não significa que o YouTube se transformou na TV tradicional que conhecemos. Pelo contrário!

A plataforma mantém sua essência interativa e diversificada, oferecendo desde vídeos curtos (os famosos Shorts) até podcasts, transmissões ao vivo e, claro, conteúdos que já amamos, como esportes, séries e programas de entrevistas.

A diferença é que, agora, tudo isso está sendo consumido em telas maiores, no conforto da sala de estar.

O YouTube já vinha mostrando sua força no mundo do streaming. De acordo com Mohan, a plataforma tem liderado os relatórios da Nielsen, superando gigantes como a Netflix.

E essa mudança para as TVs não é por acaso. Nos últimos anos, o YouTube investiu pesado em melhorias para o aplicativo de TV, além de expandir o YouTube TV, seu serviço de TV por assinatura, que já ultrapassou 8 milhões de assinantes.

Essas iniciativas, somadas à popularidade crescente de conteúdos como lives e vídeos curtos, explicam por que as pessoas estão preferindo a experiência da tela grande.

Além disso, Mohan destacou três grandes apostas da plataforma para 2025. Uma delas é o YouTube como “epicentro da cultura”, onde grandes momentos globais, como eleições, Olimpíadas e festivais como o Coachella, são transmitidos e discutidos.

Outra novidade é o foco em ferramentas de inteligência artificial (IA) para criadores. Apesar do buzz em torno de ferramentas avançadas de geração de imagens e vídeos, o YouTube está investindo em soluções mais práticas, como ajudas para criar títulos, thumbnails e até dublagens automáticas em múltiplos idiomas.

Essas inovações não só facilitam a vida dos criadores, mas também ampliam o alcance dos vídeos para públicos globais.

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Renê Fraga é fundador do Google Discovery (GD) e editor-chefe do Eurisko. Profissional de marketing digital, com pós-graduação pela ESPM, acompanha o Google desde os anos 2000 e escreve há mais de duas décadas sobre tecnologia, produtos digitais e o ecossistema da empresa. Criador do Google Discovery em 2006, tornou-se referência na cobertura do Google no Brasil e foi colunista do TechTudo (Globo.com), compartilhando análises e conhecimento com um grande público.
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