ChatGPT não consome tanta energia quanto se imaginava

Renê Fraga
2 min de leitura

Você já ouviu falar que o ChatGPT consome muita energia para gerar suas respostas? Pois é, durante algum tempo, essa foi uma das maiores preocupações em relação ao impacto ambiental da inteligência artificial.

No entanto, um estudo recente veio para desmistificar esse mito e mostrar que a IA da OpenAI não é tão “gastadora” de energia como se pensava.

Até pouco tempo, circulava a informação de que cada resposta do ChatGPT exigia cerca de 3 watt-horas de energia, o que parecia bastante. Para se ter uma ideia, esse valor era dez vezes maior do que a energia consumida por uma simples busca no Google.

No entanto, uma pesquisa da Epoch AI, liderada pelo analista de dados Joshua You, revelou que o consumo real de energia do ChatGPT é muito menor.

O estudo aponta que, ao usar o modelo GPT-4, cada resposta consome apenas 0,3 watt-horas — um valor bem abaixo das estimativas anteriores.

You explicou que a origem desse erro estava em cálculos antigos e imprecisos. Muitos estudos anteriores presumiram que o ChatGPT estava rodando em chips antigos e ineficientes, o que levou a uma superestimação do consumo de energia.

Além disso, o analista tranquilizou os leitores, destacando que o uso de energia do ChatGPT não chega a ser significativo se comparado a outros aparelhos do dia a dia, como o aquecimento ou resfriamento da casa, ou até mesmo o consumo de combustível de um carro.

Apesar dessa boa notícia, vale lembrar que a pesquisa não é definitiva. O consumo de energia pode variar dependendo das funcionalidades que o ChatGPT está utilizando, como a geração de imagens, que exige mais recursos.

Mas, por enquanto, o ChatGPT não parece ser tão “voraz” em termos de energia, o que certamente vai ajudar a aliviar as preocupações ambientais relacionadas ao uso da inteligência artificial.

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Renê Fraga é fundador do Google Discovery (GD) e editor-chefe do Eurisko. Profissional de marketing digital, com pós-graduação pela ESPM, acompanha o Google desde os anos 2000 e escreve há mais de duas décadas sobre tecnologia, produtos digitais e o ecossistema da empresa. Criador do Google Discovery em 2006, tornou-se referência na cobertura do Google no Brasil e foi colunista do TechTudo (Globo.com), compartilhando análises e conhecimento com um grande público.
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