IAs têm declínio cognitivo semelhante ao humano

Renê Fraga
2 min de leitura

Em um estudo recente, cientistas descobriram que algumas das inteligências artificiais mais avançadas do mercado apresentam falhas cognitivas semelhantes a problemas neurológicos em humanos.

Realizado por pesquisadores de Israel, o estudo analisou como os modelos de linguagem, como o ChatGPT, o Gemini e o Claude, se saem em testes cognitivos usados para avaliar a saúde mental de seres humanos.

Esses modelos de IA, criados para gerar respostas convincentes e até parecerem “humanos”, passaram por uma série de avaliações mentais.

A ideia era ver até que ponto as IAs poderiam “pensar” de maneira inteligente, comparando com a capacidade de memória, percepção e raciocínio dos humanos. Para surpresa de muitos, os resultados mostraram que as IAs têm um desempenho bem abaixo do esperado.

O estudo utilizou o Montreal Cognitive Assessment (MoCA), um teste amplamente utilizado para avaliar a função cognitiva humana. O ChatGPT 4o, por exemplo, obteve 26 pontos de 30 no teste, o que indica leve comprometimento cognitivo.

Modelos como o Gemini e o Claude, por sua vez, pontuaram ainda mais baixo, com o Gemini ficando com apenas 16 pontos, o que em humanos indicaria um grande problema de saúde mental.

Os pesquisadores destacam que, embora as IAs não possuam cérebros como os humanos, os resultados são uma grande lição sobre as limitações das máquinas.

A pesquisa também mostrou que, embora esses modelos de IA possam realizar tarefas como gerar textos ou responder perguntas de maneira eficiente, eles ainda carecem de habilidades cognitivas fundamentais, como empatia e compreensão de conceitos visuais complexos, algo que nós, humanos, fazemos de forma natural.

Por enquanto, é importante continuar a tratá-las com cautela e não esperar delas a precisão ou a inteligência que seriam ideais em áreas tão delicadas como a medicina e a psicologia.

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Renê Fraga é fundador do Google Discovery (GD) e editor-chefe do Eurisko. Profissional de marketing digital, com pós-graduação pela ESPM, acompanha o Google desde os anos 2000 e escreve há mais de duas décadas sobre tecnologia, produtos digitais e o ecossistema da empresa. Criador do Google Discovery em 2006, tornou-se referência na cobertura do Google no Brasil e foi colunista do TechTudo (Globo.com), compartilhando análises e conhecimento com um grande público.
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