Modo escuro economiza bateria? Novo estudo diz que não

Renê Fraga
2 min de leitura

Por muito tempo, o modo escuro foi visto como uma solução simples para reduzir o consumo de bateria em smartphones e outros dispositivos.

No entanto, um novo estudo conduzido por engenheiros da BBC sugere que essa economia pode não ser tão significativa quanto se imaginava – e, em alguns casos, o efeito pode ser justamente o contrário.

A pesquisa revelou que 80% dos usuários aumentam o brilho da tela ao ativar o modo escuro, o que anula qualquer potencial economia de energia.

Isso acontece porque, ao escurecer a interface, muitas pessoas sentem a necessidade de elevar a luminosidade para enxergar melhor, resultando no chamado “efeito rebote” – onde o consumo de bateria acaba até maior do que no modo claro.

Além disso, a real economia de energia depende do tipo de tela utilizada. Em dispositivos com tecnologia OLED, o modo escuro pode sim reduzir o gasto energético, já que os pixels pretos ficam apagados.

No entanto, em telas LCD, a diferença é praticamente inexistente, pois o painel continua iluminado da mesma forma, independentemente das cores exibidas na interface.

Para quem deseja prolongar a duração da bateria, os especialistas recomendam estratégias mais eficazes, como reduzir o brilho da tela para um nível confortável, usar dispositivos menores (como celulares em vez de notebooks para tarefas simples) e adotar hábitos que prolonguem a vida útil dos aparelhos – uma prática que, além de poupar energia, também ajuda a reduzir o impacto ambiental.

✨ Curtiu este conteúdo?

O GDiscovery está aqui todos os dias trazendo informações confiáveis e independentes sobre o universo Google - e isso só é possível com o apoio de pessoas como você. 🙌

Com apenas R$ 5 por mês, você ajuda a manter este trabalho no ar e leva informação de qualidade para ainda mais gente!

Clique aqui e faça parte da nossa rede de apoiadores.

Seguir:
Renê Fraga é fundador do Google Discovery (GD) e editor-chefe do Eurisko. Profissional de marketing digital, com pós-graduação pela ESPM, acompanha o Google desde os anos 2000 e escreve há mais de duas décadas sobre tecnologia, produtos digitais e o ecossistema da empresa. Criador do Google Discovery em 2006, tornou-se referência na cobertura do Google no Brasil e foi colunista do TechTudo (Globo.com), compartilhando análises e conhecimento com um grande público.
Nenhum comentário