Google é processado por prejudicar o tráfego de sites com IA

Renê Fraga
2 min de leitura

A Chegg, empresa de tecnologia educacional dos Estados Unidos, entrou com um processo contra o Google, acusando a gigante das buscas de prejudicar publishers e minar a demanda por conteúdo original.

O motivo? Os resumos gerados por inteligência artificial, que aparecem diretamente nos resultados de pesquisa e reduzem a necessidade de os usuários visitarem os sites de origem.

Segundo a Chegg, o Google está se apropriando do trabalho de produtores de conteúdo para manter os usuários dentro da própria plataforma, sem que os criadores sejam devidamente recompensados.

O que estaria afetando diretamente o tráfego de sites como o da Chegg, levando a uma queda significativa no número de visitantes e assinantes. Como consequência, a empresa já estuda alternativas, incluindo a possibilidade de ser vendida ou tornar-se privada.

O Google nega as acusações e afirma que seus resumos por IA tornam a busca mais eficiente, ajudando a levar mais diversidade de tráfego para os sites.

Segundo um porta-voz da empresa, o Google envia bilhões de cliques diariamente para diferentes páginas da web e que os resumos gerados por IA não estariam prejudicando os publishers.

No entanto, a Chegg vê um impacto negativo direto: suas ações já caíram mais de 98% desde o pico em 2021, e a empresa precisou demitir 21% de sua equipe em novembro passado.

A Chegg afirma que o Google está pressionando publishers a permitirem o uso de seus conteúdos nos resumos de IA, resultando em menos visitas aos sites originais.

O processo alega que essa prática fere leis antitruste, pois obriga empresas a cederem seu conteúdo sem compensação justa.

Essa é a primeira ação individual contra o Google com esse foco, mas não a única: em 2023, um jornal do Arkansas já havia movido uma ação coletiva semelhante em nome da indústria de notícias.

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Renê Fraga é fundador do Google Discovery (GD) e editor-chefe do Eurisko. Profissional de marketing digital, com pós-graduação pela ESPM, acompanha o Google desde os anos 2000 e escreve há mais de duas décadas sobre tecnologia, produtos digitais e o ecossistema da empresa. Criador do Google Discovery em 2006, tornou-se referência na cobertura do Google no Brasil e foi colunista do TechTudo (Globo.com), compartilhando análises e conhecimento com um grande público.
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