Google está mais eficiente, mas indexação ainda é um desafio para muitos sites

Renê Fraga
3 min de leitura

Nos últimos anos, as taxas de indexação do Google apresentaram uma melhora significativa, o que pode ser uma boa notícia para quem depende da busca orgânica.

Uma pesquisa recente analisou mais de 16 milhões de páginas e descobriu que, apesar desse avanço, muitas páginas ainda não são indexadas. Além disso, mais de 20% das páginas inicialmente indexadas acabaram sendo removidas do índice do Google com o tempo.

Esses números mostram que, embora a indexação tenha evoluído, ainda há desafios para garantir que um conteúdo permaneça visível nos resultados de busca.

O estudo foi realizado pela ferramenta IndexCheckr, que monitora a indexação de páginas e backlinks. Embora os dados não reflitam necessariamente toda a web, eles oferecem uma visão interessante sobre o comportamento do Google em relação a sites que priorizam SEO.

Segundo a pesquisa, a maioria das páginas indexadas pelo Google entra no índice dentro de seis meses. No entanto, uma parcela significativa das páginas analisadas, cerca de 61,94%, não conseguiu ser indexada de forma alguma.

Outro ponto relevante identificado na pesquisa foi a taxa de desindexação. O estudo revelou que 13,7% das páginas indexadas acabam sendo removidas do índice em até três meses. No total, 21,29% das páginas analisadas foram desindexadas ao longo do tempo.

Apesar de parecer um dado preocupante, há um lado positivo: 78,71% das páginas indexadas continuam disponíveis nos resultados do Google.

A desindexação pode estar relacionada a fatores de qualidade do site ou até mesmo a decisões dos próprios administradores, que utilizam ferramentas como a meta tag “noindex” para retirar conteúdos específicos da busca.

Além disso, a pesquisa avaliou a eficácia de ferramentas de solicitação de indexação e constatou que apenas 29,37% das URLs submetidas foram indexadas com sucesso. O que indica que a solicitação manual pode não ser a solução definitiva, já que o Google segue critérios próprios para decidir o que entra ou não no índice.

Apesar das dificuldades, há um ponto positivo a ser destacado: desde 2022, as taxas de indexação vêm aumentando, sugerindo que o Google está melhorando sua capacidade de processar e incluir páginas na busca.

Para quem trabalha com SEO, esse é um dado animador, pois demonstra que os esforços para otimizar conteúdos podem ter resultados mais satisfatórios ao longo do tempo.

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Renê Fraga é fundador do Google Discovery (GD) e editor-chefe do Eurisko. Profissional de marketing digital, com pós-graduação pela ESPM, acompanha o Google desde os anos 2000 e escreve há mais de duas décadas sobre tecnologia, produtos digitais e o ecossistema da empresa. Criador do Google Discovery em 2006, tornou-se referência na cobertura do Google no Brasil e foi colunista do TechTudo (Globo.com), compartilhando análises e conhecimento com um grande público.
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