Google, Amazon e Meta apostam na energia nuclear para alimentar seus data centers

Renê Fraga
2 min de leitura
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Nos últimos anos, a demanda por energia das grandes empresas de tecnologia disparou, impulsionada principalmente pelo crescimento da inteligência artificial e da computação em nuvem.

Para enfrentar esse desafio de forma sustentável, Google, Amazon e Meta anunciaram um compromisso ambicioso: triplicar a capacidade de energia nuclear no mundo até 2050.

O acordo foi assinado durante a CERAWeek, um dos principais eventos do setor de energia, realizado em Houston, nos Estados Unidos.

Mas por que a energia nuclear? Diferente das fontes tradicionais, como carvão e gás natural, a energia nuclear não emite gases do efeito estufa durante a geração de eletricidade.

Além disso, ela oferece uma produção estável e contínua, ao contrário de fontes renováveis como a solar e a eólica, que dependem do clima.

Esse fator é essencial para as gigantes da tecnologia, que precisam garantir um fornecimento constante de energia para manter seus data centers operando sem interrupções.

O Google, por exemplo, revelou que suas emissões de carbono aumentaram 48% desde 2019, principalmente devido ao alto consumo de energia de seus servidores e da cadeia de suprimentos.

Já a Amazon e a Meta também demonstram preocupação com o impacto ambiental de suas operações e vêm buscando alternativas energéticas mais limpas.

Para acelerar essa transição, as três empresas já estão investindo em novas tecnologias nucleares, como os pequenos reatores modulares (SMRs), que são mais compactos, eficientes e podem ser construídos mais próximos da rede elétrica.

Nos últimos meses, essas companhias vêm fechando importantes acordos no setor. A Meta solicitou propostas para o desenvolvimento de novos projetos nucleares nos Estados Unidos, enquanto a Amazon assinou contratos para a construção de vários SMRs.

O Google, por sua vez, anunciou um acordo inédito para comprar energia de reatores nucleares desenvolvidos pela startup californiana Kairos Power, com previsão de entrada em operação até o final da década.

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Renê Fraga é fundador do Google Discovery (GD) e editor-chefe do Eurisko. Profissional de marketing digital, com pós-graduação pela ESPM, acompanha o Google desde os anos 2000 e escreve há mais de duas décadas sobre tecnologia, produtos digitais e o ecossistema da empresa. Criador do Google Discovery em 2006, tornou-se referência na cobertura do Google no Brasil e foi colunista do TechTudo (Globo.com), compartilhando análises e conhecimento com um grande público.
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