China ultrapassa o Google e apresenta supercomputador quântico mais rápido da história

Renê Fraga
3 min de leitura

Imagine um computador tão poderoso que consegue realizar em minutos cálculos que os melhores supercomputadores do mundo levariam bilhões de anos para completar. Pois é exatamente isso que a China demonstrou com seu novo processador quântico, o Zuchongzhi 3.0.

Desenvolvido por pesquisadores da Universidade de Ciência e Tecnologia da China (USTC), esse chip é um marco impressionante na corrida pela supremacia quântica — o ponto em que computadores quânticos superam os tradicionais em tarefas específicas.

O Zuchongzhi 3.0 é um processador supercondutor com 105 qubits, as unidades básicas da computação quântica. Para se ter uma ideia, ele é 1 quatrilhão de vezes mais rápido que os supercomputadores atuais, como o Frontier, o segundo mais potente do mundo.

Em um teste chamado “amostragem de circuito quântico”, o chip chinês completou a tarefa em apenas algumas centenas de segundos. O mesmo cálculo levaria 5,9 bilhões de anos para ser realizado por um supercomputador clássico.

Mas o que torna esse chip tão especial? Além do número impressionante de qubits, o Zuchongzhi 3.0 utiliza materiais como tântalo, nióbio e alumínio, que reduzem a sensibilidade ao ruído — um dos grandes desafios da computação quântica.

Outro avanço importante é o tempo de coerência, que é o período em que os qubits conseguem manter sua capacidade de realizar cálculos paralelos. Quanto maior esse tempo, mais complexas são as operações que podem ser executadas.

Além disso, o chip atingiu uma precisão impressionante: 99,90% para operações com um qubit e 99,62% para operações com dois qubits.

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Google revelou sua mais recente chip de computação quântica, a Willow, marcando um avanço crucial no campo em rápida evolução da tecnologia quântica.

Apesar de todos esses avanços, é importante lembrar que a supremacia quântica ainda é um campo em disputa. Embora o Zuchongzhi 3.0 tenha superado o processador quântico do Google, o Willow QPU, em alguns aspectos, a computação clássica também está evoluindo.

Melhorias nos algoritmos tradicionais podem reduzir a vantagem quântica no futuro. Mesmo assim, esse é um passo gigantesco para a tecnologia quântica, abrindo portas para resolver problemas complexos que hoje são impossíveis, como simulações moleculares para medicamentos ou otimizações em grande escala.

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Renê Fraga é fundador do Google Discovery (GD) e editor-chefe do Eurisko. Profissional de marketing digital, com pós-graduação pela ESPM, acompanha o Google desde os anos 2000 e escreve há mais de duas décadas sobre tecnologia, produtos digitais e o ecossistema da empresa. Criador do Google Discovery em 2006, tornou-se referência na cobertura do Google no Brasil e foi colunista do TechTudo (Globo.com), compartilhando análises e conhecimento com um grande público.
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