O Google está no centro de uma polêmica envolvendo alegações de discriminação contra conteúdos religiosos em sua plataforma de TV por assinatura, o YouTube TV.
O caso ganhou visibilidade depois que Brendan Carr, presidente da Comissão Federal de Comunicações dos EUA (FCC), enviou uma carta aos CEOs do Google e da Alphabet, Neal Mohan e Sundar Pichai, questionando uma possível política não oficial que impediria a inclusão de canais religiosos na plataforma.
Um dos exemplos citados por Carr é a Great American Media, que alega ter sido excluída do YouTube TV, mesmo sendo um dos canais de crescimento mais rápido na TV a cabo.
Enquanto isso, a emissora já está presente em outros serviços de streaming e operadoras de TV, como Comcast, Cox, Hulu, FuboTV e DirecTV Stream.
Em uma publicação na rede social X, Carr declarou que está “pedindo respostas ao Google” e destacou que o assunto surge em um momento de discussões cada vez mais intensas sobre censura na internet.
O principal canal da empresa, o Great American Family, se posiciona como uma alternativa para quem busca produções familiares, incluindo filmes natalinos, comédias românticas e séries clássicas.
Por outro lado, o Google nega as acusações de censura. Em resposta ao portal NewsNation, um porta-voz do YouTube TV afirmou que a empresa não possui nenhuma política que impeça a exibição de conteúdos religiosos.
Segundo ele, as decisões sobre os canais disponíveis na plataforma levam em conta fatores como demanda dos usuários, custos operacionais e viabilidade financeira.
O Google também destacou que já disponibiliza diversos programas religiosos no YouTube TV, incluindo The 700 Club e pregações de Joel Osteen.
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