OpenAI quer burlar as leis de direitos autorais no treinamento de IA

Renê Fraga
2 min de leitura

A OpenAI está pressionando os Estados Unidos para liberar o uso de dados protegidos por direitos autorais no treinamento de seus modelos de IA.

A companhia acredita que essa medida é crucial para garantir que os Estados Unidos mantenham sua liderança na corrida global por IA, especialmente contra a China, que já tem acesso irrestrito a esses dados.

Atualmente, há um grande debate jurídico nos Estados Unidos sobre o que pode ou não ser considerado “uso justo” no contexto da IA.

Enquanto muitos detentores de direitos autorais, como editoras de livros e empresas de mídia, alegam que a IA está roubando seu conteúdo sem compensação, a OpenAI defende que seus modelos de IA não copiam obras, mas aprendem com elas, extraindo padrões e estruturas.

Segundo a empresa, isso ajuda a criar algo novo e não prejudica o valor comercial das obras originais.

O governo dos EUA, por meio do ex-presidente Donald Trump, está prestes a lançar um plano de ação sobre IA, e a OpenAI espera que essa iniciativa resolva as questões sobre o uso de dados com direitos autorais.

A proposta da OpenAI é simples: permitir que empresas de IA possam aprender com os dados existentes para melhorar suas tecnologias, sem limitações impostas por disputas legais.

Se os Estados Unidos não ajustarem suas leis de direitos autorais, a OpenAI alerta que as empresas americanas perderão a vantagem competitiva para a China, que já está avançando rapidamente no campo da inteligência artificial.

A empresa também defende que o governo federal deve agir para evitar uma sobrecarga de regulamentações estaduais, que poderiam dificultar a inovação e prejudicar a competitividade das empresas de IA nos EUA.

Se nada mudar, a OpenAI acredita que a liderança dos Estados Unidos em IA pode estar com os dias contados.

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Renê Fraga é fundador do Google Discovery (GD) e editor-chefe do Eurisko. Profissional de marketing digital, com pós-graduação pela ESPM, acompanha o Google desde os anos 2000 e escreve há mais de duas décadas sobre tecnologia, produtos digitais e o ecossistema da empresa. Criador do Google Discovery em 2006, tornou-se referência na cobertura do Google no Brasil e foi colunista do TechTudo (Globo.com), compartilhando análises e conhecimento com um grande público.
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