Internet via luz: Conheça o chip do tamanho de uma unha que o Google criou

Renê Fraga
3 min de leitura

Imagine uma internet ultrarrápida, sem fios e acessível, que pode chegar a lugares onde os cabos tradicionais nunca conseguiriam.

Parece coisa do futuro, mas a Google X, o braço de inovação do Google, apresentou uma tecnologia que pode tornar isso realidade: o Taara, um chip minúsculo, do tamanho de uma unha, que usa luz para transmitir dados de forma inovadora.

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O Taara funciona com emissores de luz controlados por software, que enviam feixes de luz codificados com informações entre dois pontos.

Em testes recentes, ele conseguiu transmitir dados a uma velocidade impressionante de 10 gigabits por segundo (Gbps) em uma distância de 1 quilômetro ao ar livre. Para você ter uma ideia, isso é suficiente para baixar um filme em alta definição em questão de segundos!

Segundo Mahesh Krishnaswamy, gerente geral do projeto, essa é a primeira vez que chips de fotônica de silício alcançam uma transmissão de dados tão potente em ambientes externos.

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Mas por que isso é tão importante? A resposta está na praticidade. Cabos de fibra óptica, que são os mais usados hoje para internet de alta velocidade, precisam ser enterrados e demandam uma infraestrutura complexa.

O que torna difícil e caro levar conexão de qualidade para áreas remotas, como montanhas ou florestas. O Taara, por outro lado, não precisa de cabos.

Ele pode ser instalado em horas, sem a necessidade de escavações ou obras demoradas. Além disso, como ele usa frequências de luz que não interferem com sinais de rádio (como os do 5G), a conexão é mais estável e eficiente.

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A Google X já pensa em como essa tecnologia pode ser usada em larga escala. A ideia é criar uma rede em malha, com vários dispositivos Taara conectados entre si, trocando dados diretamente.

Desta forma, permitiria levar internet de alta velocidade para regiões subdesenvolvidas, melhorar a comunicação de veículos autônomos e até transformar a forma como os data centers funcionam.

A previsão é que o chip esteja disponível em 2026, e a empresa já está convidando pesquisadores e entusiastas a explorar suas possibilidades.

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Renê Fraga é fundador do Google Discovery (GD) e editor-chefe do Eurisko. Profissional de marketing digital, com pós-graduação pela ESPM, acompanha o Google desde os anos 2000 e escreve há mais de duas décadas sobre tecnologia, produtos digitais e o ecossistema da empresa. Criador do Google Discovery em 2006, tornou-se referência na cobertura do Google no Brasil e foi colunista do TechTudo (Globo.com), compartilhando análises e conhecimento com um grande público.
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