Usuários frequentes de IAs podem desenvolver dependência

Renê Fraga
2 min de leitura

Um estudo realizado em parceria entre a OpenAI e o MIT Media Lab revelou um fenômeno preocupante: usuários que passam muito tempo interagindo com o ChatGPT podem desenvolver uma espécie de dependência emocional do chatbot.

Segundo os pesquisadores, esse grupo de usuários apresenta sinais típicos de vício, como dificuldade em reduzir o uso, mudanças de humor e até sintomas de abstinência quando não estão em contato com a IA.

Para entender esse comportamento, os pesquisadores analisaram milhares de usuários do ChatGPT e observaram que aqueles que mais utilizam a ferramenta tendem a demonstrar sinais de apego emocional.

Alguns chegam a enxergar o chatbot quase como um amigo, utilizando uma linguagem carregada de empatia e afeto durante as interações. Esse tipo de envolvimento, no entanto, foi identificado apenas entre um pequeno grupo de usuários mais assíduos.

O estudo trouxe descobertas inesperadas. Curiosamente, quem usa o ChatGPT para desabafar sobre questões pessoais tende a ser menos dependente emocionalmente do que aqueles que utilizam a IA para tarefas práticas, como pedir conselhos ou fazer brainstorming.

Além disso, os pesquisadores notaram que interações via texto geram maior apego emocional do que conversas por voz.

No geral, os especialistas alertam que o tempo de uso é um fator determinante: quanto mais uma pessoa utiliza o ChatGPT, maior a chance de desenvolver uma relação de dependência com a ferramenta.

Esse cenário levanta debates importantes sobre o impacto das inteligências artificiais na vida das pessoas e reforça a necessidade de um uso equilibrado da tecnologia.

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Renê Fraga é fundador do Google Discovery (GD) e editor-chefe do Eurisko. Profissional de marketing digital, com pós-graduação pela ESPM, acompanha o Google desde os anos 2000 e escreve há mais de duas décadas sobre tecnologia, produtos digitais e o ecossistema da empresa. Criador do Google Discovery em 2006, tornou-se referência na cobertura do Google no Brasil e foi colunista do TechTudo (Globo.com), compartilhando análises e conhecimento com um grande público.
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