O Google está otimista sobre o futuro da computação quântica que pode estar prestes a dar um salto importante.
De acordo com Julian Kelly, diretor de hardware do Google Quantum AI, essa tecnologia revolucionária pode estar a apenas cinco anos de alcançar aplicações práticas que os computadores atuais não conseguem resolver.
A declaração foi feita após os avanços da empresa na correção de erros quânticos, um dos maiores obstáculos para tornar essa tecnologia viável.
Mas o que isso significa na prática? Os computadores quânticos não funcionam como os tradicionais. Enquanto máquinas comuns usam bits (que representam 0 ou 1), os qubits (bits quânticos) podem estar em múltiplos estados ao mesmo tempo, permitindo cálculos muito mais complexos.
Kelly explicou que os primeiros usos devem incluir simulações avançadas em física e química, abrindo portas para descobertas científicas antes impossíveis.
Apesar do entusiasmo, ainda há desafios. O computador quântico mais potente do Google hoje tem apenas 105 qubits, mas especialistas estimam que serão necessários mais de 1 milhão para aplicações comerciais relevantes.
Empresas como Microsoft e Amazon também estão investindo pesado nessa corrida, enquanto a Nvidia, embora cética sobre prazos curtos, reconhece o potencial transformador da tecnologia.
Se as previsões do Google estiverem corretas, em meia década poderemos testemunhar os primeiros usos reais da computação quântica – desde a criação de novos materiais até avanços em inteligência artificial.
Embora ainda haja um longo caminho pela frente, uma coisa é certa: essa tecnologia tem o potencial de mudar o mundo como conhecemos.
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