Justiça dos EUA barra participação da Apple no caso antitruste contra o Google

Renê Fraga
3 min de leitura

A Apple tentou entrar no julgamento antitruste contra o Google nos Estados Unidos, mas teve seu pedido negado pelos juízes.

A empresa queria se apresentar como uma parte interessada no processo, alegando que também seria afetada pelas decisões tomadas contra o Google.

No entanto, a Corte de Apelações do Circuito de DC manteve a decisão anterior e impediu a participação da Apple no caso.

O motivo? A gigante de Cupertino demorou demais para tentar se envolver – o processo judicial começou em 2020, e a Apple só fez seu pedido em dezembro de 2024.

Esse caso gira em torno dos acordos bilionários que o Google fez com empresas para manter seu buscador como a opção padrão em navegadores e dispositivos móveis.

O Departamento de Justiça dos EUA (DOJ) acusa o Google de usar essas parcerias para fortalecer seu monopólio na internet.

Um dos principais beneficiados por esses contratos foi a própria Apple, que teria recebido cerca de US$ 20 bilhões em 2022 e US$ 18 bilhões em 2021 para manter o Google Search como o buscador padrão no Safari, o navegador oficial do iPhone, iPad e Mac.

Se o Google for considerado culpado e os juízes decidirem que esses contratos devem ser encerrados, a Apple perderia uma fonte significativa de receita.

Por isso, a empresa tentou entrar no processo para defender seus interesses. Em fevereiro, argumentou que o Google “não pode mais representar adequadamente os interesses da Apple.”

Mas o juiz Amit Mehta rejeitou o pedido, e agora a decisão foi reafirmada pela instância superior.

Com isso, a Apple ficará de fora do julgamento e terá pouca influência no desfecho do caso. O Google, por sua vez, não comentou a decisão.

O Departamento de Justiça já apresentou propostas para reduzir o domínio do Google, permitindo apenas acordos entre as empresas que não envolvam seu buscador.

Uma audiência sobre essas medidas está marcada para abril, e a decisão final deve sair ainda este ano.

No entanto, o Google já confirmou que pretende recorrer, o que significa que essa batalha judicial pode se arrastar por um bom tempo.

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Renê Fraga é fundador do Google Discovery (GD) e editor-chefe do Eurisko. Profissional de marketing digital, com pós-graduação pela ESPM, acompanha o Google desde os anos 2000 e escreve há mais de duas décadas sobre tecnologia, produtos digitais e o ecossistema da empresa. Criador do Google Discovery em 2006, tornou-se referência na cobertura do Google no Brasil e foi colunista do TechTudo (Globo.com), compartilhando análises e conhecimento com um grande público.
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