Além da venda do Chrome: o que mais está em jogo no novo processo contra o Google nos EUA

Renê Fraga
4 min de leitura

O maior caso antitruste da década está em andamento, e o Google está no centro do furacão.

O governo dos EUA não só quer forçar a venda do Chrome, mas também desmontar o ecossistema que mantém a empresa como líder absoluta das buscas online. Este julgamento pode redefinir o futuro da internet, da inteligência artificial e até do seu smartphone.

Abaixo, entenda tudo o que está em jogo e como isso pode afetar você.


1. O processo antitruste: Por que o Google está sendo acusado?

O Departamento de Justiça dos EUA e vários estados alegam que o Google mantém um monopólio ilegal no mercado de buscas, controlando 89% das pesquisas online (GlobalStats, 2025). As principais acusações são:

  • Acordos Exclusivos com Apple, Samsung e Mozilla para ser o buscador padrão em navegadores e celulares.
  • Práticas Anticompetitivas que sufocam rivais como Bing e DuckDuckGo.
  • Uso do Chrome e Android para direcionar usuários ao seu mecanismo de busca.

O juiz Amit P. Mehta, que já decidiu em 2024 que o Google violou leis antitruste, agora deve determinar quais punições serão aplicadas.


2. Além do Chrome: o que mais pode ser desmontado?

🔹 Fim dos Contratos que Garantem o Google como Padrão

Se o juiz proibir os acordos bilionários com Apple e outras empresas, seu iPhone ou navegador podem passar a exibir outro buscador como padrão—possivelmente Bing, Brave Search ou até um novo concorrente.

🔹 Android sob ameaça

O Google pode ser obrigado a separar o Android de seus serviços, permitindo que fabricantes (Samsung, Xiaomi, etc.) instalem versões modificadas sem a Play Store ou a barra de pesquisa do Google. A decisão poderia abrir espaço para rivais, como a Huawei com seu HarmonyOS.

🔹 Compartilhamento de Dados com Concorrentes

O governo quer que o Google libere dados de buscas para outras empresas, nivelando o campo de batalha. Ou seja, permitir que rivais possam criar algoritmos tão precisos quanto o do Google.


3. Inteligência Artificial

A OpenAI já declarou interesse em comprar o Chrome se ele for colocado à venda. Além disso:

  • O Google poderia ser impedido de integrar seu Gemini (IA) ao buscador de forma dominante.
  • O governo teme que, sem regras, a empresa use sua vantagem nas buscas para controlar o futuro da IA.

Nick Turley, executivo da OpenAI, admitiu que o ChatGPT ainda não substitui o Google, mas que a disputa está só começando.


4. E agora? Quando saberemos o resultado?

O juiz Mehta deve anunciar sua decisão ainda em 2025. Se o Google for condenado a mudanças radicais, a batalha judicial pode se estender por anos—assim como aconteceu com a Microsoft nos anos 2000.

Enquanto isso, outras gigantes (Apple, Amazon, Meta) também enfrentam processos antitruste, mostrando que os EUA estão dispostos a redefinir o funcionamento das grandes empresas de tecnologia.


Você trocaria o Google como buscador padrão?

Se o seu iPhone ou Android viesse com outro buscador como padrão, você continuaria usando o Google ou experimentaria alternativas? Deixe sua opinião nos comentários!

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Renê Fraga é fundador do Google Discovery (GD) e editor-chefe do Eurisko. Profissional de marketing digital, com pós-graduação pela ESPM, acompanha o Google desde os anos 2000 e escreve há mais de duas décadas sobre tecnologia, produtos digitais e o ecossistema da empresa. Criador do Google Discovery em 2006, tornou-se referência na cobertura do Google no Brasil e foi colunista do TechTudo (Globo.com), compartilhando análises e conhecimento com um grande público.
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