Em breve, crianças menores de 13 anos poderão interagir com o Gemini, o chatbot de IA do Google.
A novidade, que começa na próxima semana, será limitada a contas infantis gerenciadas pelos pais por meio do Family Link, serviço que permite controlar o acesso dos filhos a apps e ferramentas digitais.
A informação foi confirmada pelo The New York Times e representa mais um passo da empresa no mercado de inteligência artificial para jovens.
Mas não será um acesso livre: o Gemini terá restrições especiais para usuários dessa faixa etária. Segundo a Google, o chatbot foi adaptado para oferecer respostas adequadas e seguras, evitando conteúdos inapropriados.
Além disso, a empresa garante que as conversas das crianças não serão usadas para treinar seus modelos de IA — uma preocupação importante quando se trata de privacidade infantil.
A decisão chega em um momento em que gigantes da tecnologia estão disputando a atenção do público mais jovem no campo da IA.
No entanto, especialistas alertam que os chatbots ainda têm falhas e podem, em alguns casos, gerar informações incorretas ou até prejudiciais.
No final de 2023, a UNESCO já havia pedido que governos criassem regras para o uso de IA generativa na educação, incluindo limites de idade e proteção de dados.
Para os pais que quiserem permitir o acesso, a Google promete ferramentas de controle no Family Link, como possíveis filtros e monitoramento de interações.
Ainda assim, vale ficar atento: embora a IA seja uma tecnologia promissora, seu uso por crianças exige acompanhamento para evitar riscos.
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