ChatGPT está vencendo o Google? Ainda não, segundo estudo com dados do Semrush

Renê Fraga
3 min de leitura

Nos últimos meses, o LinkedIn virou a “Ilha da Fantasia” da tecnologia. Ali, entre posts motivacionais e frases feitas, surgem declarações ousadas — e frequentemente copiadas — de que o Google estaria em seus últimos dias, o SEO já é coisa do passado e ninguém mais lê blogs.

A nova era, segundo essas previsões, é dominada pelos chatbots de inteligência artificial. Mas será que é isso mesmo?

Um novo estudo da OneLittleWeb, com dados do Semrush (entre abril de 2024 e março de 2025), jogou um balde de água fria nessas previsões futuristas.

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Segundo o levantamento, todos os chatbots de IA juntos somaram 55,2 bilhões de visitas nesse período — um número impressionante, sim, mas que representa apenas 2,96% do tráfego total dos buscadores, que alcançaram 1,86 trilhão de visitas no mesmo intervalo.

O Google, isoladamente, recebeu 1,63 trilhão dessas visitas — o que equivale a 26 vezes mais tráfego diário do que o líder dos chatbots, o ChatGPT, que acumulou 47,7 bilhões de acessos.

Outros players como Bing (60,1B), Yandex (41,5B) e Yahoo (41,3B) também continuam firmes no topo da preferência dos usuários.

📉 Em outras palavras: os buscadores ainda têm 34x mais uso do que os chatbots. O que reforça que, embora o uso da IA esteja crescendo de forma acelerada (um salto de 80,92% no tráfego dos bots em um ano), não há sinais concretos de que eles substituirão o Google ou tornarão o conteúdo escrito obsoleto tão cedo.

O gráfico também mostra o crescimento mês a mês: enquanto os buscadores mantiveram um uso relativamente estável ao longo dos 12 meses analisados, os chatbots cresceram de forma constante, passando de 3,1 bilhões de acessos em abril de 2024 para 7 bilhões em março de 2025.

💬 No meio disso tudo, ainda há espaço (e muita audiência) para blogs, conteúdo otimizado para SEO e pessoas buscando respostas rápidas no Google. A revolução da IA está em curso, sim, mas ela não substituiu os mecanismos de busca, nem a forma tradicional de produzir conteúdo.

Então, da próxima vez que você vir alguém no LinkedIn anunciando o “fim do Google” ou “a morte dos blogs”, lembre-se: a realidade ainda está bem distante desse roteiro de ficção científica.

📊 Fonte: Estudo “AI Chatbots vs Search Engines”, realizado pela OneLittleWeb com dados da plataforma Semrush (abril de 2023 a março de 2025).

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Renê Fraga é fundador do Google Discovery (GD) e editor-chefe do Eurisko. Profissional de marketing digital, com pós-graduação pela ESPM, acompanha o Google desde os anos 2000 e escreve há mais de duas décadas sobre tecnologia, produtos digitais e o ecossistema da empresa. Criador do Google Discovery em 2006, tornou-se referência na cobertura do Google no Brasil e foi colunista do TechTudo (Globo.com), compartilhando análises e conhecimento com um grande público.
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