Sergey Brin quer que o Google crie a primeira IA realmente inteligente

Renê Fraga
3 min de leitura

Durante o primeiro dia do Google I/O 2025, evento anual voltado a desenvolvedores e entusiastas da tecnologia, o público foi surpreendido por uma presença ilustre: Sergey Brin, cofundador do Google, apareceu de forma inesperada ao lado de Demis Hassabis, CEO da DeepMind.

A participação de Brin marcou não apenas um momento nostálgico para os fãs da empresa, mas também sinalizou algo muito maior com sua volta definitiva à cena tecnológica para ajudar o Google a liderar o desenvolvimento da Inteligência Artificial Geral (AGI).

fastado desde 2019, Brin decidiu voltar à ativa em 2023, motivado pelo avanço acelerado da inteligência artificial.

Segundo ele, este é um momento único na história da computação. “Sinceramente, qualquer cientista da computação não deveria estar aposentado agora. Deveria estar trabalhando com IA”, afirmou.

Para ele, o momento atual é uma virada histórica, comparável aos grandes saltos da computação nas últimas décadas. Desde 2023, ele está novamente envolvido com os projetos de IA do Google, especialmente com a evolução do Gemini, a família de modelos de inteligência artificial da empresa.

Um dos temas principais da conversa foi a Inteligência Artificial Geral (AGI, na sigla em inglês), que representa um sistema de IA capaz de realizar qualquer tarefa intelectual humana com o mesmo nível de raciocínio, criatividade e adaptabilidade.

Enquanto a inteligência artificial atual é treinada para tarefas específicas, a AGI promete ser versátil e autônoma. Hassabis explicou que, embora ainda faltem avanços em áreas como raciocínio e consistência, estamos cada vez mais próximos desse objetivo.

“É claro para mim que os sistemas de hoje não têm isso. O motivo pelo qual acho que o hype da AGI está um pouco exagerado é que nossos sistemas ainda não são consistentes o suficiente para serem considerados realmente gerais. Ainda assim, eles já são bastante amplos”, comentou o CEO da DeepMind.

Mesmo reconhecendo os desafios, Hassabis acredita que a AGI está próxima: “Com mais um ou dois avanços, podemos chegar lá”, afirmou.

Brin foi ainda mais direto: ao ser questionado se acredita que a AGI será alcançada antes ou depois de 2030, ele respondeu com firmeza — “Antes.”

E foi além: afirmou que o objetivo é que o Gemini, modelo de IA do Google, seja o primeiro sistema verdadeiramente geral do mundo.

“Nossa intenção é que o Gemini seja o primeiro sistema de AGI do mundo” disse Brin.

A fala não apenas confirma o retorno de Brin aos bastidores do Google, como também revela sua confiança na liderança da empresa no campo da IA.

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Renê Fraga é fundador do Google Discovery (GD) e editor-chefe do Eurisko. Profissional de marketing digital, com pós-graduação pela ESPM, acompanha o Google desde os anos 2000 e escreve há mais de duas décadas sobre tecnologia, produtos digitais e o ecossistema da empresa. Criador do Google Discovery em 2006, tornou-se referência na cobertura do Google no Brasil e foi colunista do TechTudo (Globo.com), compartilhando análises e conhecimento com um grande público.
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