Durante o primeiro dia do Google I/O 2025, evento anual voltado a desenvolvedores e entusiastas da tecnologia, o público foi surpreendido por uma presença ilustre: Sergey Brin, cofundador do Google, apareceu de forma inesperada ao lado de Demis Hassabis, CEO da DeepMind.
A participação de Brin marcou não apenas um momento nostálgico para os fãs da empresa, mas também sinalizou algo muito maior com sua volta definitiva à cena tecnológica para ajudar o Google a liderar o desenvolvimento da Inteligência Artificial Geral (AGI).
fastado desde 2019, Brin decidiu voltar à ativa em 2023, motivado pelo avanço acelerado da inteligência artificial.
Segundo ele, este é um momento único na história da computação. “Sinceramente, qualquer cientista da computação não deveria estar aposentado agora. Deveria estar trabalhando com IA”, afirmou.
Para ele, o momento atual é uma virada histórica, comparável aos grandes saltos da computação nas últimas décadas. Desde 2023, ele está novamente envolvido com os projetos de IA do Google, especialmente com a evolução do Gemini, a família de modelos de inteligência artificial da empresa.
Um dos temas principais da conversa foi a Inteligência Artificial Geral (AGI, na sigla em inglês), que representa um sistema de IA capaz de realizar qualquer tarefa intelectual humana com o mesmo nível de raciocínio, criatividade e adaptabilidade.
Enquanto a inteligência artificial atual é treinada para tarefas específicas, a AGI promete ser versátil e autônoma. Hassabis explicou que, embora ainda faltem avanços em áreas como raciocínio e consistência, estamos cada vez mais próximos desse objetivo.
“É claro para mim que os sistemas de hoje não têm isso. O motivo pelo qual acho que o hype da AGI está um pouco exagerado é que nossos sistemas ainda não são consistentes o suficiente para serem considerados realmente gerais. Ainda assim, eles já são bastante amplos”, comentou o CEO da DeepMind.
Mesmo reconhecendo os desafios, Hassabis acredita que a AGI está próxima: “Com mais um ou dois avanços, podemos chegar lá”, afirmou.
Brin foi ainda mais direto: ao ser questionado se acredita que a AGI será alcançada antes ou depois de 2030, ele respondeu com firmeza — “Antes.”
E foi além: afirmou que o objetivo é que o Gemini, modelo de IA do Google, seja o primeiro sistema verdadeiramente geral do mundo.
“Nossa intenção é que o Gemini seja o primeiro sistema de AGI do mundo” disse Brin.
A fala não apenas confirma o retorno de Brin aos bastidores do Google, como também revela sua confiança na liderança da empresa no campo da IA.
✨ Curtiu este conteúdo?
O GDiscovery está aqui todos os dias trazendo informações confiáveis e independentes sobre o universo Google - e isso só é possível com o apoio de pessoas como você. 🙌
Com apenas R$ 5 por mês, você ajuda a manter este trabalho no ar e leva informação de qualidade para ainda mais gente!