Google: Chrome está 10% mais rápido com nova atualização

Renê Fraga
4 min de leitura

O Google anunciou um marco importante para seu navegador: o Chrome alcançou sua maior pontuação já registrada no Speedometer 3.0, um teste amplamente utilizado para medir a velocidade e a capacidade de resposta dos navegadores modernos.

Segundo a empresa, o Chrome agora está 10% mais rápido do que em agosto de 2024, e isso pode representar uma economia de tempo impressionante para milhões de pessoas ao redor do mundo.

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Essa melhoria é resultado de uma série de otimizações feitas nos bastidores do navegador. O esforço faz parte do compromisso contínuo do Google com a performance, que sempre foi um dos pilares do Chrome.

E os resultados já são notáveis: se cada usuário utilizar o Chrome por apenas 10 minutos por dia, essa evolução coletiva pode economizar cerca de 58 milhões de horas por ano — o equivalente a 83 vidas inteiras de espera poupada durante o carregamento de sites.

O que é o Speedometer e por que esse recorde importa?

O Speedometer 3.0 é um benchmark desenvolvido em parceria aberta com outras empresas responsáveis por navegadores, como Apple e Mozilla, e testa a performance do navegador em tarefas do dia a dia: desde o carregamento de páginas e execução de scripts em JavaScript até manipulação de elementos na tela, processamento de CSS e renderização de texto.

Esse teste é especialmente rigoroso porque simula cenários reais de uso de web apps, envolvendo componentes como:

  • Processamento de HTML, JavaScript e JSON
  • Manipulação de elementos da página (DOM)
  • Cálculo de estilos com CSS
  • Cálculo de tamanhos de fonte e renderização de pixels

Ou seja: quando o Chrome melhora sua pontuação nesse teste, a consequência direta é uma navegação mais fluida, rápida e agradável para todos.

O que o Google mudou para deixar o Chrome mais rápido?

Por trás desse avanço estão mudanças técnicas importantes no motor de renderização do Chrome, conhecido como Blink. A equipe do Google fez ajustes profundos em diversas camadas do navegador, como:

  • Melhor uso da memória: os dados internos de estruturas como DOM, CSS e layout foram reorganizados para evitar desperdício e acelerar o acesso.
  • Uso mais eficiente de cache: agora o Chrome consegue reaproveitar mais informações úteis, evitando cálculos desnecessários.
  • Otimização de fontes: o desempenho da renderização tipográfica, especialmente usando a tecnologia Apple Advanced Typography — foi aprimorado, tornando a leitura mais rápida.
  • Melhorias no uso de strings e algoritmos de busca: foram adotados métodos mais rápidos para processar textos e identificar elementos nas páginas.

Essas mudanças não só tornaram o navegador mais rápido, como também mais eficiente no consumo de recursos, um ponto frequentemente criticado em versões anteriores.

E quanto ao uso de memória?

Embora o Chrome continue sendo criticado por consumir bastante memória RAM, o Google afirma que parte dessa percepção está sendo combatida com melhorias reais.

O navegador está se tornando mais “inteligente” na forma como administra memória, evitando carregar elementos desnecessários e reaproveitando recursos com mais eficiência.

Mesmo que a fama de “devorador de RAM” ainda persista em fóruns online, a empresa vem trabalhando ativamente para tornar o Chrome mais leve, inclusive em máquinas mais modestas.

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Renê Fraga é fundador do Google Discovery (GD) e editor-chefe do Eurisko. Profissional de marketing digital, com pós-graduação pela ESPM, acompanha o Google desde os anos 2000 e escreve há mais de duas décadas sobre tecnologia, produtos digitais e o ecossistema da empresa. Criador do Google Discovery em 2006, tornou-se referência na cobertura do Google no Brasil e foi colunista do TechTudo (Globo.com), compartilhando análises e conhecimento com um grande público.
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