Google garante que AOSP continua vivo, mas mudança no Android 16 complica vida dos desenvolvedores

Renê Fraga
2 min de leitura

O Google iniciou nesta semana a liberação oficial do Android 16, sua mais nova versão do sistema operacional.

Mas, junto com as novidades, uma ausência importante chamou a atenção dos desenvolvedores e gerou preocupações sobre o futuro do Android de código aberto.

A empresa não liberou os chamados repositórios de hardware e árvores de dispositivos dos aparelhos Pixel, o que impacta diretamente a criação de ROMs personalizadas.

Para quem não está familiarizado, ROMs personalizadas são versões alternativas do Android criadas por desenvolvedores independentes. Elas oferecem mais controle, recursos extras ou atualizações em aparelhos antigos.

Para que essas ROMs possam ser desenvolvidas, os programadores precisam ter acesso a alguns arquivos específicos, como drivers e informações detalhadas sobre os componentes dos celulares Pixel, que costumam servir de referência para todo o projeto Android.

Com a ausência desses arquivos, o desenvolvimento dessas versões alternativas fica muito mais difícil.

Após a repercussão negativa, o vice-presidente de Android, Seang Chau, se pronunciou para esclarecer a situação. Segundo ele, o Android Open Source Project (AOSP), que é a base aberta do sistema, continua vivo e com o apoio do Google.

A empresa também reforçou seu compromisso com as atualizações do AOSP, indicando que não há planos de encerramento do projeto. No entanto, até o momento, não houve confirmação oficial sobre quando ou se os arquivos dos dispositivos Pixel serão liberados.

Ainda de acordo com Chau, o AOSP conta com dispositivos de referência alternativos, como o Cuttlefish e os GSIs (Generic System Images), que estão disponíveis no GitHub para testes e desenvolvimento.

Apesar disso, a comunidade teme que, sem o acesso aos arquivos dos Pixels, o número de ROMs personalizadas diminua nos próximos meses.

A expectativa agora é que o Google volte atrás e disponibilize esses recursos essenciais em breve.

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Renê Fraga é fundador do Google Discovery (GD) e editor-chefe do Eurisko. Profissional de marketing digital, com pós-graduação pela ESPM, acompanha o Google desde os anos 2000 e escreve há mais de duas décadas sobre tecnologia, produtos digitais e o ecossistema da empresa. Criador do Google Discovery em 2006, tornou-se referência na cobertura do Google no Brasil e foi colunista do TechTudo (Globo.com), compartilhando análises e conhecimento com um grande público.
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