O Google voltou a se posicionar contra uma proposta da Meta, empresa dona do Facebook e Instagram, que sugere usar as lojas de aplicativos para fazer a verificação de idade dos usuários.
Para o Google, essa solução é ineficaz, traz riscos à privacidade e não resolve o problema de forma adequada.
A discussão ganhou força na Europa, especialmente na França, que tenta impor restrições mais rígidas para acesso a conteúdos sensíveis, como sites adultos, e até limitar o uso de redes sociais por menores de 15 anos.
A proposta da Meta defende que o controle da idade deveria ser feito diretamente nas lojas de aplicativos, como a Play Store, do Google, e a App Store, da Apple.
O Google explicou que esse tipo de verificação exigiria o compartilhamento de dados sensíveis, como faixas etárias, com milhões de desenvolvedores de aplicativos, mesmo aqueles que não oferecem conteúdo restrito, como apps de lanterna ou calculadora.
A empresa também destacou que isso não impediria o acesso por meio de navegadores, computadores ou dispositivos compartilhados, deixando brechas na proteção.
A Apple também se manifestou contra a proposta, reforçando que a responsabilidade deve ser dos próprios sites e aplicativos que oferecem conteúdo sensível, e não das lojas ou sistemas operacionais.
Vale lembrar que o Digital Services Act, em vigor na Europa, já estabelece que plataformas como a Meta são responsáveis por verificar a idade dos usuários.
Segundo o Google, mudar esse modelo poderia impactar toda a arquitetura da internet, trazendo efeitos imprevisíveis para o funcionamento da web como conhecemos hoje.
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