Google realmente está perdendo espaço para o ChatGPT?

Renê Fraga
2 min de leitura

Nos últimos meses, muito se tem discutido sobre o impacto da inteligência artificial nas buscas do Google e se a empresa estaria perdendo espaço para ferramentas como o ChatGPT.

Um novo relatório divulgado pelo banco Barclays traz dados que ajudam a esclarecer essa questão e revelam números surpreendentes sobre o uso de IA nos serviços do Google.

De acordo com o levantamento, o Google atualmente processa cerca de 480 trilhões de tokens por mês em seus produtos e APIs. Para efeito de comparação, esse volume era de 9,7 trilhões no mesmo período do ano passado.

Esse crescimento expressivo se deve principalmente à introdução de recursos como o AI Overviews na Busca, além de ferramentas como Lens, Circle to Search e soluções que utilizam IA desenvolvidas por terceiros.

O relatório também compara esses dados com os números da Microsoft, que divulgou ter processado 100 trilhões de tokens no primeiro trimestre de 2025, sendo 50 trilhões apenas em março.

Segundo o Barclays, o Google está processando entre cinco e seis vezes mais tokens do que a Microsoft com o Azure, reflexo do fato de que as buscas no Google representam aproximadamente seis vezes o volume de interações que ocorrem no ChatGPT.

Em relação aos custos, o Barclays estima que o Google investiu cerca de 750 milhões de dólares no processamento de tokens de IA apenas no primeiro trimestre de 2025.

Apesar do número parecer alto, isso representa aproximadamente 1% da receita da Busca, um valor considerado administrável dentro da operação.

O relatório também destaca que, mesmo com a tendência de crescimento no uso de IA, especialmente com a chegada de projetos como Astra, Mariner e Veo, os impactos nas finanças da empresa ainda são limitados.

No entanto, o controle desses custos se tornará cada vez mais estratégico à medida que a adoção da IA avança.

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Renê Fraga é fundador do Google Discovery (GD) e editor-chefe do Eurisko. Profissional de marketing digital, com pós-graduação pela ESPM, acompanha o Google desde os anos 2000 e escreve há mais de duas décadas sobre tecnologia, produtos digitais e o ecossistema da empresa. Criador do Google Discovery em 2006, tornou-se referência na cobertura do Google no Brasil e foi colunista do TechTudo (Globo.com), compartilhando análises e conhecimento com um grande público.
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