IA do Google entra em pânico jogando Pokémon

Renê Fraga
2 min de leitura

Enquanto o Google e outras empresas de tecnologia trabalham para tornar suas inteligências artificiais cada vez mais poderosas, alguns testes acabam revelando situações bastante curiosas.

Um exemplo recente veio de um experimento feito com o modelo Gemini 2.5 Pro, que foi desafiado a jogar Pokémon, clássico jogo dos anos 90. O resultado?

A IA simplesmente entrou em “modo pânico” quando seus monstrinhos estavam prestes a desmaiar, afetando diretamente sua capacidade de raciocínio.

Esse tipo de teste, conhecido como benchmarking, serve para avaliar como os modelos de IA tomam decisões em situações que exigem planejamento e estratégia.

Nos últimos meses, transmissões ao vivo no Twitch chamadas “Gemini Plays Pokémon” e “Claude Plays Pokémon” têm mostrado, de forma pública e divertida, como as inteligências artificiais do Google e da Anthropic enfrentam os desafios do jogo.

Durante as partidas, é possível acompanhar em tempo real o que a IA está “pensando”, graças a uma tradução do seu processo de raciocínio em linguagem natural.

O curioso é que, quando se depara com situações de risco, como quase perder uma batalha, o Gemini começa a apresentar um comportamento desorganizado.

Ele ignora recursos importantes, deixa de usar ferramentas úteis e passa a tomar decisões pouco inteligentes, de forma muito parecida com o que acontece com humanos sob pressão ou estresse.

O relatório da DeepMind explica que esse comportamento foi tão recorrente que até os espectadores das lives passaram a identificar quando o “modo pânico” estava ativado.

Apesar dessas falhas engraçadas, o desempenho do Gemini também surpreendeu em alguns momentos.

A IA demonstrou bastante eficiência na hora de resolver os famosos quebra-cabeças com pedras dentro do jogo, conseguindo encontrar soluções rápidas e precisas com base em instruções simples.

Os pesquisadores acreditam que, no futuro, a IA poderá desenvolver sozinha ferramentas para superar esse tipo de desafio e, quem sabe, até criar seu próprio “módulo anti-pânico”.

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Renê Fraga é fundador do Google Discovery (GD) e editor-chefe do Eurisko. Profissional de marketing digital, com pós-graduação pela ESPM, acompanha o Google desde os anos 2000 e escreve há mais de duas décadas sobre tecnologia, produtos digitais e o ecossistema da empresa. Criador do Google Discovery em 2006, tornou-se referência na cobertura do Google no Brasil e foi colunista do TechTudo (Globo.com), compartilhando análises e conhecimento com um grande público.
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