Google responde ao STF que não tem como fornecer dados sobre a minuta do golpe

Renê Fraga
2 min de leitura

De acordo com informações do G1, o Google Brasil informou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que não tem como atender à decisão que solicitava os dados de quem teria publicado na internet a chamada “minuta do golpe”, que sugeria instaurar um Estado de Defesa no país.

Na resposta enviada ao STF, a empresa explicou que a decisão judicial não indicava um link específico (uma URL) que estivesse hospedado em seus serviços.

Sem esse dado, não há como localizar ou identificar qualquer responsável, já que o conteúdo não faz parte de nenhuma plataforma administrada pelo Google.

O Google também destacou que seu buscador funciona apenas como um indexador de páginas disponíveis na internet, organizando informações de sites que são mantidos por terceiros.

O que significa que, mesmo que uma página apareça nos resultados de busca, ela não está necessariamente hospedada nos servidores da empresa.

Por fim, a companhia esclareceu que o próprio réu no processo apontou como fonte da minuta sites como ‘O Cafezinho’ e ‘Conjur’, que não têm qualquer vínculo com o Google.

A empresa reforça que, se a Justiça entender que é necessário obter informações desses conteúdos, os pedidos devem ser direcionados diretamente aos responsáveis por esses sites.

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Renê Fraga é fundador do Google Discovery (GD) e editor-chefe do Eurisko. Profissional de marketing digital, com pós-graduação pela ESPM, acompanha o Google desde os anos 2000 e escreve há mais de duas décadas sobre tecnologia, produtos digitais e o ecossistema da empresa. Criador do Google Discovery em 2006, tornou-se referência na cobertura do Google no Brasil e foi colunista do TechTudo (Globo.com), compartilhando análises e conhecimento com um grande público.
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