Agora você pode usar o Gemini sem compartilhar seus dados com o Google

Renê Fraga
3 min de leitura

Uma mudança recente nas configurações de privacidade do Gemini, assistente com inteligência artificial do Google, gerou dúvidas e preocupações entre usuários e veículos de tecnologia.

Um e-mail enviado pela empresa alertava que o Gemini poderá acessar funções como Telefone, Mensagens, WhatsApp e Utilitários mesmo quando a atividade do aplicativo estiver desligada.

A primeira leitura dessa mudança causou certo alvoroço, dando a entender que o assistente teria acesso a informações sensíveis mesmo sem a autorização do usuário.

No entanto, o Google esclareceu que a atualização não altera o controle de privacidade do usuário e, na prática, oferece mais flexibilidade sem comprometer a segurança dos dados.

Antes, para utilizar recursos como fazer chamadas, enviar mensagens ou usar comandos no celular com o Gemini, era necessário manter o histórico de atividades ativado.

Com a nova política, o usuário poderá utilizar essas funções mesmo com o histórico desligado. O que significa que as conversas com o Gemini continuarão não sendo usadas para treinar os modelos de IA e só serão armazenadas temporariamente por até 72 horas, como já acontecia anteriormente.

Segundo o Google, a mudança prepara o terreno para a substituição completa do Assistente do Google pelo Gemini nos dispositivos Android, algo que deve acontecer ainda este ano.

Em nota enviada ao site Engadget, a empresa afirmou:

“Esta atualização é positiva para os usuários: agora eles podem usar o Gemini para realizar tarefas diárias, como enviar mensagens, iniciar chamadas e configurar alarmes, mesmo com a Atividade do Apps Gemini desativada. As conversas não são revisadas nem utilizadas para treinar nossos modelos de IA nesse modo. E, como sempre, os usuários podem desativar o acesso do Gemini aos apps a qualquer momento”.

Mesmo que o susto tenha sido maior do que a mudança de fato, é importante que continuemos atentos a como nossas informações são tratadas por sistemas automatizados, especialmente quando se trata de produtos usados por milhões de pessoas ao redor do mundo.

A novidade começa a ser implementada a partir de 7 de julho.

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Renê Fraga é fundador do Google Discovery (GD) e editor-chefe do Eurisko. Profissional de marketing digital, com pós-graduação pela ESPM, acompanha o Google desde os anos 2000 e escreve há mais de duas décadas sobre tecnologia, produtos digitais e o ecossistema da empresa. Criador do Google Discovery em 2006, tornou-se referência na cobertura do Google no Brasil e foi colunista do TechTudo (Globo.com), compartilhando análises e conhecimento com um grande público.
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